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segunda-feira, 16 de março de 2015

Then and Now




Hoje faz sentido.






I wish I could live free
Hope it's not beyond me
Settling down takes time
One day we'll live together
And life will be better
I have it here, yeah, in my mind 
Baby, you know someday you'll slow
And baby, my hearts been breaking
I gave a lot to you 
I take a lot from you too 
You slave a lot for me 
Guess you could say 
I gave you my edge 
But I can't pretend 
I don't need to defend some part of me from you 
I know I've spent some time lying 

You're looking all right tonight
I think we should go

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Saudades

Em 3 anos nunca fiquei muito tempo longe de ti.
Podiam passar-se 5 dias de uma semana sem te ver, mas tinhamos os outros 2 sempre juntos.
Podiamos não estar juntos no fim de semana, mas tinhamos sempre um dia ou dois da semana para estarmos juntos.

Ainda só passaram 3 dias, mas é fim de semana. E vão ser os fins de semanas que me vão matar sem estar junto a ti.

Pior que contar os trocos até ao final do mês é contar os dias para te ver outra vez.
Tenho saudades tuas.




And you're the only thing I think about
It's all that I can still do
And you know you're the one I dream about
I couldn't do without you




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sobre músicas foleiras que dizem quase tudo #3

O que me leva a escrever nem é uma música foleira mas já lá vamos.
Já sabem que a minha noção de música não foleira é minha e não vos censuro de gostarem daquilo que aqui aponto como sendo foleiro, da mesma forma que espero que não me atirem pedras por chamar foleiras a essas mesmas músicas.
Adiante...

Existe esta música da Nelly Furtado, All Good Things, que diz:

"Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end (?)"



É uma boa pergunta.

Hoje, a ver a letra de uma música que já tinha ouvido sem prestar grande atenção às palavras, fiquei a pensar na questão das relações e do amor.
Quando o amor acaba, acaba porquê?
Como?
Se gostávamos de alguém, se gostamos durante tanto tempo, para onde se evapora esse amor que antes estava dentro de nós?!

A música era esta






Ainda agora toca na minha cabeça.
E a questão permanece.












sábado, 6 de setembro de 2014

Epifanias e TPM



Ontem ouvi esta no trabalho.
Quase que se me vieram as lágrimas aos olhos.
O que foi já não volta a ser e o que é, não sei se alguma vez o será.




sábado, 24 de maio de 2014

Thank U for the music #7

Uma garrafa de vinho e a tecla " o " do computador que está sempre a sair: isto vais sair bonito.
Mas cá vai.

The National.
Ainda eu namorava com o António, há uma vida atrás, e já ele queria impimgir isto aos meus ouvidos.
Não me entrou.

Quando voltei a Lisboa e conheci gente nova, essa nova gente que hoje tenho como amigos, voltaram a querer-me impingir The National.
Lançavam eles o 3º álbum, acho. Aquele que tem aquela música que toda a gente gosta e nem sabe que The National não é nada disso, a Bloodbuzz Ohio.

Não sou de conhecer uma banda e ouvir o que já fizeram antes daquele albúm que primeiro conheci, mas com estes meninos foi diferente.
Ouvi tudo que estava para trás.
O Chico passava a vida a falar de uma música deles: " Ehhh, é tão forte a música. Tem um letra tão forte. Tens de ouvir."

De inicio não achei a música grande coisa, não lhe tirei grande história.
Mas a certa altura da minha vida, por algum acontecimento que agora não sei precisar, soube "ver" a música com outros olhos e ouvir a mensagem que ela transmite.

Hoje o Chico publicou esta música no Facebook.
Com quase uma garrafa de vinho no sistema, deu-me para falar sobre ela, sobre a minha história com os The National, que já vi uma vez ao vivo.


Ora atentem à letra e tirem as vossas conclusões.






Did you clean yourself
for me last night
put the water out
and donned a marigold
in your hair to bring me here
and tie one on you
did you dress me down
and liquor me up
to make me last for the minute
when the red comes over you 
like it does
when you're filled with love 
or whatever you call it 
do you feel alone
when I'm in my head
while you wait for me
to take my breath
do you still feel clean
when the only dirt
is the dirt I left
how can you blame yourself 
when I did everything I wanted to
you just made yourself available
you just made yourself available

why did you dress me down
and liquor me up 



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sobre músicas foleiras que dizem quase tudo #2

Ora bem, eu já conhecia Shania Twain de trás para a frente, cortesia da moça que toma conta de um café lá na minha aldeia e obrigava o pessoal que frequentava o café a ouvir em repeat, durante as férias de verão,  o best of da Shania.
Já conhecia tudo e detestava tudo, mas o meu rádio só apanha a M80 e a Shania passou a fazer parte da minha vida outra vez.
De tanto ouvir a mesma música dela, cheguei à conclusão que me diz mais agora do que me dizia há coisa de 10 anos atrás.

A música diz que:

"They said, "I bet they'll never make it"

E depois:

"We beat the odds together
I'm glad we didn't listen 
Look at what we would be missin' "


Alguém que faça uma cover jeitosa desta música, que eu já me vejo num vestido de noiva a entrar numa igreja ao som destas palavras ( e não, não estou a gozar, falta é que ele queira casar.)

Meu fofinho, a música é foleira, mas vê, diz muita coisa bonita.


"You're still the one that I love
The only one I dream of 
You're still the one I kiss good night "


E acima de tudo:


"I'm so glad we've made it
Look how far we've come my baby "




quinta-feira, 24 de abril de 2014

Memórias Fotográficas #1

Acho que foi quando viemos de Espanha, faz agora um ano, que a mim, chateada por não termos fotos porque perdeste a máquina fotográfica, disseste :

" Está tudo aqui.", enquanto me tocavas na cabeça.

As melhores fotografias são aquelas que guardamos connosco.
O papel é papel. Os ficheiros que guardamos no computador ou em cds são apenas para nos recordarmos que estivemos ali ou fizemos isto e aquilo.
O mais importante está sempre dentro de nós e não precisamos de uma fotografia para lembrar.
Começo a acreditar que as fotografias só servem para provar aos outros que estivemos aqui ou que fomos ali.
Nós carregamos connosco um álbum imenso de fotografias, de bons e maus momentos.

Carrego comigo o dia em que fomos para o aeroporto de Bruxelas dormir.
O voo para Lisboa era cedo e disseste que era estúpido pagar para dormir poucas horas e que conseguíamos dormir no aeroporto "na boa".

Fomos.

Depois de andarmos pelos corredores, subirmos escadas ou deixar antes que as escadas nos subissem, chegámos a um corredor enorme com passadeiras automáticas.

Já na chegada tinha achado piada a um anúncio publicitário da Cofely que passava numa das paredes desse corredor.
Enquanto era transportada pela passadeira, ria-me sozinha a olhar para o anúncio, e nisto tu andavas e já ias bem mais à minha frente.

Quando a música do anúncio ficou lá longe e ainda havia passadeira para andar, dou conta que esta música tocava, ao mesmo tempo que te vejo andar ao sentido contrário do sentido da passadeira, a vires na minha direcção.
Deste-me um beijo.
E percorremos o resto da passadeira juntos.






O que tu não sabes é da perfeição que ainda hoje encontro naquele momento e que a vida tão depressa não vai tirar esta memória de dentro de mim.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobre músicas foleiras que dizem quase tudo

Desculpem o catalogar a música por foleira mas não faz de todo o meu estilo músical predilecto.
Tenho a mania que sou fixe e então gosto de ouvir coisas que não aquilo que passa na rádio 350 vezes ao dia.
Ainda assim, há músiquinhas jeitosas, com letras jeitozinhas que dizem muito.
E esta é uma delas.







Enquanto a pessoa está lá, está tudo bem. Não te mexes, não fazes nada. A pessoa está lá.
Mas há um dia em que a pessoa deixa de estar porque se cansa de não te mexeres.
E é então que percebes.
Shame! Shame!
Repetimos este erro sempre. Uma vez atrás de outra.
Não damos importância ao que temos, porque assumimos que é nosso.
E depois acontece.
E pronto.




'Cuz love comes slow and it goes so fast

sábado, 12 de outubro de 2013

Thank U for the music #6

Ficou-me cá dentro há já alguns anos.
Cheguei a fazer um stencil com as primeiras frases e pintei-o no meu quarto.
Gostava de ter uma foto para vos mostrar mas infelizmente nunca cheguei a tirá-la e já não vivo nesse quarto, nessa casa, onde tanto se passou.
Fica a música para me lembrar do que já foi e de que as coisas levam o seu tempo...






quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Thank U for the music #5

Há músicas que nos ficam para sempre.
Esta é uma das que me ficará para sempre associada a uma certa fase da minha vida.
Lembraram-me dela ainda há pouco e ouvi-la agora, sabe tão bem como ouvi-la há anos trás.




I will be the angel on your shoulder.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Thank U for the music #4

Já não sei bem como é que esta entrou na minha vida.Muito provavelmente deve ter sido numa noite, num bar qualquer, com um DJ qualquer. Mas ficou.
Fez as delícias do Gang durante muito tempo e julgo que continua a fazer.
Fez-me estar num palco secundário no Alive de 2012, completamente abandonado a favor de uns tais de Coldplay que tocavam no principal. Pois fez. Mas não a ouvi. Indignadissima no final do concerto e depois de ver na setlist entregue a uma das poucas pessoas que ficaram a assistir ao concerto deles, que esta não constava ( sim, porque tive 5 minutos ausente para esvaziar a minha piquena bexiga), dirigi-me a um deles que no final se tinha aproximado do "povo" e não fiz mais nada senão chegar lá e perguntar-lhe: " Porque é que não tocaram a Elvis?"  Nada de: " Ahhh que belo concerto. Muito bom. Adorei. Vocês são os maiores." Não. Foi curto e grosso: " Porque é que não tocaram a Elvis?" Ao que o gajo me responde: " Porque não queremos." Einh?! Oi?! Coméquié?! Respondi-lhe: " Eu vim aqui só para ouvir a Elvis e vocês não a tocaram."
Pirei-me.

A música continuou a fazer maravilhas auditivas quando tocava no bar X ou Y onde íamos. Maravilhas.
Tanta maravilha fez que, certa noite, começa a tocar e tal foi a minha excitação em a ouvir que comecei aos pulinhos e estalei-me no chão sem saber como nem porquê ( sei, foram os copos que já tinha bebido, este é o porquê mas ainda não sei bem o como.) Fizeram questão de me levar para o hospital, até porque nesta altura a taxa moderadora já era a um preço acessível e era preferível ir largar 8 euros num hospital do que beber mais 4 imperiais ( isto realmente, uma pessoa tem amigos que não sabem mesmo o que é que nos faz feliz.) Lá fui e lá estive à espera. Chorava que nem uma desalmada com medo que me encontrassem algum problema na cabeça (que tenho pois não sou lá muito normal.) A única coisa que me encontraram foi um galo e recomendaram que o tratasse a ervilhas congeladas. Questionei se não podia ser antes couves de bruxelas, que era o que tinha no congelador por esses dias.

A partir deste episódio a música ficou marcada pela minha queda. Cada vez que a ouvíamos, aqui a Maria era gozada. Habituei-me.

Este fim de semana fui sair com a Maria e com a Joana.
A coisa estava a correr bem, a malta estava-se a divertir e eis senão quando a música começa a entrar.
Só me lembro de ver a Maria a olhar para mim com uma expressão de pânico enquanto dizia: " F O D A - S E!"
E começámos a abanar o esqueleto como se o mundo fosse acabar.
A meio ainda senti a mão da Maria a amparar-me. Pensou ela que eu fosse cair.
Não caí.
E foi uma granda noite.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Thank U for the music #3

Há muito muito tempo, era eu uma criança...
Não foi assim há tanto tempo mas foi numa outra vida, recebi um telefonema às tantas da madrugada, que não atendi por estar no 13º sono.
Ficou-me uma mensagem de voz. A voz era isto.



O nosso amor de sempre 
Brilhará, p'ra sempre
 Ai, meu amor
 O que eu já chorei por ti 
Mas sempre
 P'ra sempre 
Vou gostar de ti



O amor não brilhou para sempre. 
Eu é que chorei por ele.
E acreditem que ele não gostou de mim para sempre. Foram só 3 anos e depois deixou de gostar.
Mas é uma memória bonita e a vida é também feita disso.





sexta-feira, 12 de abril de 2013

Thank U for the music #2

Quando me apresentaram a Bon Iver estava a passar por o desgosto de amor da minha vida.
Mesmo passado o desgosto continuei a ouvir Bon Iver com o mesmo sentimento com que ouvia nessa altura.
Confesso-vos que muitas foram as vezes que meti esta música e sem fazer mais nada chorava baba e ranho a ouvi-la. Era uma espécie de terapia: " Ahhh queres chorar?! Espera aí que ouves a Skinny Love de Bon Iver e a coisa já se dá." Há alturas na vida de uma pessoa que as lágrimas não saem, pah!
Hoje já não choro a ouvi-la, mas continua a suscitar em mim "cenas"( cenas é uma palavra gira porque quer dizer muita coisa e ao mesmo tempo nada).




Who will love you?
 Who will fight? 
Who will fall far behind?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Thank U for the music #1

Música.
Não é a toa que tenho tatuado " I  music ". Adoro música e tenho histórias com músicas. Tantas.
Há centenas que me fazem lembrar de situações, momentos, pessoas, locais...histórias.
Assim sendo...acho que vou começar a despejar para aqui histórias que tenho com músicas.
Algumas já aqui andam...Vou acrescentar mais.


Quando morava com a Maria não tínhamos Tvcabo. A televisão lá de casa era a dela e tinha uma daquelas antenas pequenitas que esticam e encolhem.
Quando em Janeiro de 2012 os emissores começaram a fechar ficámos sem televisão. Ainda foram umas boas semanas até convencermos o nosso senhorio a comprar um aparelho de TDT.
Enquanto isso não aconteceu, decidi levar o meu rádio para a sala para podermos ao menos ter um sonzinho de fundo na habitação.
O aparelho, com leitor de cd's avariado e leitor de K7 que já ninguém tem, limitava-se a emitir o som da rádio que melhor apanhava: a M80.
Era qualquer coisa ter no serão os "clássicos dos anos 70, 80 e 90" como o senhor dizia entre uma música e outra.
Os Abba fazem parte dessa selecção.
E esta vai estar sempre na minha cabeça associada a esses tempos.