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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

#15: Love Lost

E depois de te mostrar o stencil e de saberes que o tinha sido eu a fazer, depois de te dizer que era a tua prenda Natal, depois de ter dado uma caixa de cartão que só abriste no dia de Natal à minha frente, depois de veres que no fundo da caixa estava o meu stencil pintado, depois de leres o que o pequeno papel branco que estava no interior da caixa dizia, disseste:


"Não esperes." 


E ficaste comigo.




The Temper Trap: Love Lost





*Era o que dizia o pequeno papel branco

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

#14: Eu quero é ser feliz

Depois de chorar baba de ranho, eis que fico a saber que foste para a cama com a espanhola.
E aí...Aí ri-me. Achei-te ridículo por razões que já não sei explicar, mas continuei a sentir-me uma merda, e quando em partilha da minha telenovela com uma amiga, esta me diz: " Os homens não querem uma mulher que se menospreze. Querem uma mulher de peito cheio e cheia de si!", meti isto bem cá dentro na cabeça como nunca antes algum conselho metera.

A partir daí...Uii...ninguém me aguentava tal era a minha alegria de viver, a minha boa disposição e a minha vontade de ser grande. Isto assim contado não passa a imagem do que foi viver esta fase e GOD! como quando me lembro deste momento tenho tantas saudades do que sentia!

Foi nesta altura que decidi que não te ia deixar fugir.
Foi nesta altura que, sentindo que gostavas de mim e apesar de tudo o que se havia passado, decidi que te queria para mim e que ia conseguir ou pelo menos tinha de tentar.

Num dia de trabalho surgiu-me a ideia.

Como tu gostavas de olhar para as paredes à procura de "arte" e como me ensinaste a olhar para elas também achei que era isso: ia fazer um stencil, uma coisa em grande para veres o que tinhas perdido, para veres que eu era mais e conseguia mais do que aquilo que estava à vista.

A frase foi simples.

Contigo partilhava quase tudo e contei-te certa vez dos meus disparates em casa com a Maria, que do nada me virava para ela e dizia: " Sabes o que queria mesmo? Era ser feliz".

Quando te virei costas e tu não vieste atrás de mim numa das conversas que ainda íamos tendo pelo Facebook perguntei-te que raio querias tu da vida.
Tu. Que não sabias o que querias respondeste isso mesmo: que não sabias. E acrescentaste:


" Já estou como tu: Eu quero é ser feliz." 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

#13.5: A história do stencil


Vamos fazer aqui um interregno ( ena...palavra cara) porque isto tá difícil de contar o que se passou a seguir.
Mas a história ainda não acabou, einh!



sábado, 15 de dezembro de 2012

#13: Sabes o que é que eu queria mesmo?

Conheci a Maria há 3 anos atrás.
Só três e parece que foi há tanto, tanto tempo.
Tinha uma amiga que tinha um primo que tinha amigos.
Deixei a amiga e fiquei com o primo e os amigos. A Maria era um dos amigos do primo.
De inicio não fomos à bola uma com a outra, mas com o tempo fomos- nos aproximando e acabámos por um dia ir morar juntas.

As nossas noites de semana eram algo de muito entusiasmante: chegávamos a casa, ligávamos o computador e ficávamos a olhar para ele até irmos dormir.
Falávamos de tudo e mais alguma coisa, bebíamos uns copos, fumávamos os nossos cigarros, ligávamos a televisão só para ela ficar ali a gastar energia e sabermos que funcionava porque nem olhávamos para ela.
Lembro-me que quando ficámos sem emissor ( sim, só tínhamos os 4 canais) levei para a sala o meu rádio e ficávamos a ouvir a M80.
As noites de semana eram assim porque o horário de trabalho assim o ditava. Não havia grandes saídas e acabávamos por ter de nos aturar uma à outra.
Era nessas noites que, como se fosse sair algo de fantástico da minha boca, atirava para o ar, enquanto ela se concentrava no ecrã do computador:

" Sabes o que é que eu queria mesmo?"
" Ãh?"
" Era ser feliz."

Há um ano atrás

A 15 de Dezembro de 2011 saí à rua com Maria para pintar paredes.
Na realidade pintei só duas: uma na zona onde morávamos, para testar o "produto" e outra na rua dele.
Há um ano atrás, para a Maria, foi mais ou menos isto.



"Vou pintar paredes!"
Tinha acabado de chegar a casa e vi-te de volta de cartão e tesouras. Perguntei-te o que estavas a fazer e soltaste essa pérola. Pensei que era mais um dos teus devaneios. Daquelas coisas que dizias da boca para fora e nunca levavas adiante. Mas disseste: " E tu vens comigo!" E eu pensei em apoiar-te. Sim, porque eu tinha de tentar fazer-te feliz depois de tudo o que tinhas feito por mim. Por isso, respondi "Siga". 
Quando disseste onde o ias fazer, não achei boa ideia. Achei que a rua dele era demasiado óbvia e que não era assim que o ias confundir. Achei que estavas a fazê-lo pelos motivos errados, que o devias fazer por ti e não por ele. Mas, mais uma vez, se era isso que te fazia feliz, eu não ia abrir a boca. 
Lembro-me que um ou dois dias depois cheguei a casa podre de cansaço. Só queria uma cerveja, uma sandes e passar a noite a vegetar em frente ao computador. Mas tu querias ir. E eu não ia deixar-te ir sozinha. 
Fomos disfarçadas. Tu bem mais bem disfarçada do que eu, óbvio. Lembro-me de ir no metro com um friozinho no estômago. Uma sensação adolescente estúpida e um sorriso maroto de "Vou fazer merda". Mas cheia de entusiasmo. 
Quando cheguei à rua dele, o entusiasmo foi-se. Pensei: "E se somos apanhadas? Isto é estúpido. Quero ir para casa."
Lá fui, cheia de medo, atrás de ti. Demorou quinze minutos, pouco mais que isso. Estava feito. Fomos para casa. Tu provavelmente com uma sensação de dever cumprido e eu completamente aterrorizada. Não sabíamos se a obra ia dar frutos. 
Na sexta-feira seguinte, voltaste a ir pintar paredes. Lembro-me que me disseste que ias contar Ele que tinha sido tu. Era a tua prenda de Natal. Não percebi a impaciência. 
Mas lá contaste e o que é certo é que deu resultado. Aos poucos, ele voltou.
E tu estavas feliz."


Lembro-me de enquanto íamos a caminho do metro ela me dizer: " Se isto vai mais longe qualquer dia estás na IC19 a pintar." e outras coisas que sei que ela se lembra também.
Foi uma granda noite.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

#12: Fast forward


Vamos saltar aquela parte em que me senti uma merda e me diminui, a parte em que chorei baba e ranho e andava triste como se alguém tivesse morrido só porque te deixei e tu não te importas-te. Porque me ias fazer mal, porque não me querias magoar, porque cenas afins e coisas e tal. 

E vamos esquecer que no fim de semana a seguir a te ter voltado as costas, foste para a cama com a Consuelo.

Passemos à frente...


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

#11: Sometimes goodbye is a second chance.

Lembro-me que quando o António me mandou às couves, isto há mais de 4 anos atrás, me senti como se me tivessem roubado o tapete.
Queria um buraco para me meter e jamais imaginava que podia haver vida sem ele ao meu lado.
Acontece sempre. Habituas-te a estar ao lado de alguém, deixas de ser o " eu " para seres um " nós ", pensas a dois, vives a dois e parece que nada te sabe bem sem que o outro esteja lá ou faça parte disso.
Quando te vês sem essa pessoa o mundo acaba! É o pânico!! Não te consegues imaginar sem ela: e agora com quem vou fazer isto, partilhar aquilo, ir aqui ou ali,einh?einh?
O que percebes depois, é que a vida continua e se já eras pessoa antes de o/a conhecer, podes voltar a ser pessoa e uma pessoa mais forte. Podes voltar a ser feliz mesmo sozinho/a.


Certo  dia acordei ao teu lado e viras-te novamente para mim com a pergunta de sempre:

" Estás bem numa relação que sabes que não vai resultar?"

Porque o sentimento era pequeno, porque amavas a tua ex, porque sofrias de amores por ela, porque querias viver mil e uma coisas mas se calhar não aquela nossa relação, porque achavas que o tempo não tinha trazido um sentimento maior e porque tinhas medo de me magoar...
Mais que saber todas essas coisas, era quando perguntavas isso que me magoavas.
Desde do início que tinhas lançado uma sentença ao que estava a acontecer. Já te havia dito isso mas de volta e meia ficavas cheio do passado ainda presente em ti, e era como tu dizias: um desabafo mental que acabavas por dizer em voz alta.


Levantei-me, vesti-me e disse-te:

" Sê feliz." 



E fui-me embora.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

#10: A man without tattoos is invisible to the Gods.

"Primitive tribes were certainly convinced that the spirit, having escaped from the body at death, retained a replica of its earthly tenement. They therefore used tattoo marks as a means of identification in the next world and a passport to future happiness." 
 Ronald Scutt



A segunda foi pensada com pés e cabeça. Pedi a um amigo que a "desenhasse" e lá fui eu picar-me mais uma vez.
Esta fazia sentido. Adoro música. A "minha música". Minha, porque sou esquisita e selectiva em relação ao que dou de comer aos meus ouvidos. Mas em relação a música já havia eu criado um blog faz tempo que até já coloquei aqui num outro post e a modos que ficamos por aqui em relação aos meus gostos musicais.

Quando te conheci já a trazia gravada no pulso.
O que eu gostava de segurar a minha cabeça com a minha mão para exibir os meus amores por música e o que tu gostavas de te virar para mim e dizer: " Eu, coraçãozinho, música."

music



E foi o início de algo maior. 






Por mais confusos que todos estes posts possam parecer, prometo que quando chegar ao final da história tudo vai fazer sentido.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

#9: No pasa nada

O sentimento ainda era pequeno quando a Consuelo foi morar para tua casa.
Lembro-me de inicio odiares a espanhola porque alterou a disposição da sala lá de casa sem pedir permissão a quem já lá morava há mais tempo. E lembro-me de depois um dia dizeres: "Adoro esta gaja."
A Consuelo. Um espanhola caga tacos, cheia de tiques nos olhos e com um arzinho que sempre me tirou do sério. Um ar vulgar e reles de gaja que só ela. Mas tu adoravas a gaja. E eu já sabia de inicio que não ia morrer de amores por ela e raramente me engano com as primeiras impressões que tenho das pessoas.

A primeira vez que saímos em bando, isto é, o povo todo lá de tua casa, não foi fácil. Tiveste umas poucas de saídas menos próprias para comigo e nem sei porque me permiti a aceitá-las e a metê-las para trás das costas. Sejá nessa altura não gostasse de ti, tinha sido nessa noite que te teria despachado. Coisa que me passou diversas vezes pela cabeça ao longo da noite mas que guardei só para mim. E houve momentos em que a tua atenção era para ela.

Tempos depois numa das muitas "festas" que tinham lugar em tua casa, o raio da espanhola fez questão de passar a noite toda ao pé de ti. Sei lá eu o que tanto ela tinha para te dizer. Não o soube na altura e nem o sei hoje. Sei que me enfiei no teu quarto, porque era lá que estava bem: longe de um monte de povo com o qual não conseguia comunicar e longe de algo a que preferia não assistir.

Mas não se passava nada. Foi o que me disseste quando te mandei um: " Ahh tu e a espanhola...."
" Não se passa nada."


E a vida continuou.



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

#8.5: You'd never believe the shitty thoughts I think

Durante o dia penso no próximo capitulo da história do stencil. Tento lembrar-me das coisas, do que aconteceu a seguir ao que já relatei, crio frases, imagino um texto que no final não sai bem como o escrevi em pensamento.
Há dias que ando a criar as linhas do capitulo que se segue. Há dias que ando para o escrever mas não consigo.
O que se segue faz -me lembrar de coisas menos boas que trazem sentimentos menos bons. Coisas que ainda doem e acho que não consigo ainda falar sobre elas. Hoje não. Amanhã talvez.


Parece que te vejo agora a dizeres-me: " Se não queres falar sobre isso não fales." ou " Esquece o passado."

Não posso. Preciso de o fazer porque faz parte desta história e é parte essencial. E porque não me esqueço de onde vim, pelo que passei pois isso lembra-me onde cheguei e o que consegui.
Tudo o que me marca, pela positiva e principalmente pela negativa gosto de ter comigo. É aprendizagem, é parte do que sou.


Mas ainda dói. 



Funny fact#1: Quando escrevo os posts da #História do stencil ouço sempre a mesma música em repeat. Um dia desvendo-a porque também faz parte disto tudo. Hoje fugi à minha regra. E apeteceu-me ouvir esta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

#8: Paredes brancas, povo mudo.

Gosto de fazer perguntas "à criança". Gosto de perguntar o porquê de cada coisa.
Gosto de perguntar se gostas de mim e gosto de perguntar o porquê de gostares de mim. 


Um dia perguntei-te:

 " O que é que aprendeste comigo?


Sim, porque aprendemos sempre com os outros. Coisas básicas, coisas da vida, coisas que são interesse dos outros e que a nós nunca nos despertou interesse e que na partilha de interesses ficamos a saber o que há de interessante naquilo que a nós não nos interessa.( Bolas que aqui a Mariazinha é complicada...)

Não me revelaste nada por aí além, até porque raramente satisfazes as minhas questões de criança. 
Ao invés de me satisfazeres essa curiosidade, perguntaste: " E tu, o que é que aprendeste comigo?"
Entre algumas coisas sei que te respondi:


" Aprendi a olhar para as paredes."



Porque foste tu que me obrigaste a olhar para elas e a descobrir o que elas diziam, o que elas mostravam.
E foi por isso que um dia fiz um stencil para ti.



@Bairro Alto. Infelizmente já foi removido.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

#7: Gostas de mim?



- Vamos à praia? Há uma praia espectacular onde queria ir.


Praia da Ursa



Pela manhã lá fomos os três: eu, tu e a Maria.
Descer 140 metros a pique por um caminho manhoso que metia medo ao susto e não aconselhável para pessoas que sofram de vertigens, foi qualquer coisa. Depois de descer aquilo sã e salva sentia-me o Super Man e sem dúvida que o que vi à minha frente mereceu em muito o medo de cair pelo monte abaixo.

Passamos por lá o dia entretidos a não fazer nada alternando com umas voltas para ver o espectáculo que esta praia é.
Entre uma conversa e outra perguntei-te: "Gostas de mim?"

"Gosto. Mas eu gosto de muita gente. Mas gosto mais de ti." 

Foi a tua resposta.








quarta-feira, 31 de outubro de 2012

#5:You're a tragedy starting to happen





A minha bagagem não era pesada.
A tua era um peso que me custou a pegar.


Se tu naquela noite não procuravas ninguém, eu também não. Estava ali para me divertir mas por acaso calhou ver alguém parecido com outro alguém e calhou esse alguém seres tu e o resto...já se sabe.
Eu andava bem. Já tinha consertado o meu pobre coração do desgosto que tivera. Três anos era mais que suficiente para isso e já estava mais além. Não nego que não procurasse alguém para relacionamento sério ou ocasional. Mas nessa noite não era o caso. Estava só para me divertir.
Já tu, trazias na bagagem um namoro que havia terminado há um mês, para grande desgosto teu.
Não procuravas ninguém e muitas vezes te questionei o porquê do teu interesse em mim. "Achei-te interessante e queria conhecer mais." , dizias.
E conheceste. O mal foi eu ter-me dado a conhecer. E ter gostado disso.

Se de inicio só nos víamos ao fim de semana, depressa começaram as noites de semana em que ia dormir a tua casa ou tu ias dormir à minha. Depressa começaram os fim de semanas em que batíamos pé por aí e que só ia a casa para mudar de roupa.
E com isto tudo vieram as conversas mensais, em que não sei bem como surgia da tua boca a frase: " Então e estás bem numa relação sabendo que não vai dar em nada?" ou  então dizias que o sentimento não crescia, isto mais para a frente, quando achavas que já era normal o sentimento ter crescido mas o raio do sentimento era miudinho, pequenino, era pouquinho para ser uma relação seja lá como fosse que tu vias uma relação, porque para mim o que tínhamos era o que isso era: uma relação mas se calhar era mais uma ralação.
Ralação porque me ralava a cabeça. Porque quando me querias afastar com essas frases eu dizia coisas, que agora já não sei dizer,  para te ter para mim ou se calhar para me enganar.
O que tu não sabes era que isso me partia o coração. Porque como tu, se calhar eu também achava que apesar do meu sentimento ser maior, coisa que também apontavas, não era o bastante para que fossemos avante.
Mas continuámos.
Tudo o que soube da tua bagagem durante muito tempo foi que amavas a tua ex-namorada, que foi com ela que imaginaste ter filhos, e isto saiu da tua boca, não sei se ainda te lembras.
Tentei sempre ajudar-te com tudo. A deixares de lado esse sentimento que tinhas por ela, a atenuar o teu sentimento de culpa por algo mau que supostamente lhe tinhas feito: " Só te posso dizer que não a trai." Nunca consegui imaginar o que poderia ser,  que mal seria esse. " Fiz-lhe muito mal." Não entendia. E fiquei sem o entender durante meses, até ao dia que soube o que se tinha passado e achei ridículo o teu sofrimento, desculpa.

A tua bagagem era pesada demais. 
Mas fui fazendo "ginástica". E com o tempo consegui ir pegando nela aos poucos e ajudar-te a carregá-la.
Havia algo que não me fazia desistir. 
Esse algo eras tu. Era tudo aquilo que eras para mim, comigo.
Eu sentia que gostavas de mim. Acho que não me enganei.






This can't go on too long
You're a tragedy starting to happen





segunda-feira, 29 de outubro de 2012

#4: Lembras-te?

E a vida continuou.
Ficámos cerca de uma semana sem nos vermos. Fomos falando pelo Facebook.
A Maria estava a quase a fazer anos e tínhamos começado a viver juntas havia uma semana. Para comemorar acordámos fazer um jantar lá em casa, o primeiro de muitos mas para mim o melhor de todos.
Iam uns amigos dela que não podiam estar presentes no jantar oficial do dia seguinte.
Falei em te convidar.
De início ela não achou muita piada mas por fim lá disse: " Vá, diz lá a ele para vir."
Na noite combinada, à hora marcada, sem nunca teres lá ido antes, apareceste.
Devo dizer que tive receio. Desde da primeira vez que te vira nunca mais te tinha visto, e tinha medo de já não saber como eras, fisicamente falando, claro.
Tive medo de que não socializasses com os demais.Mas tudo correu bem. Divertimos-nos todos e socialização não faltou. Tu, o rei do social.
E ficaste para dormir.

Andava a partir a cabeça com a prenda Maria. O grupo, levado por uma sugestão minha, tinha ficado de lhe oferecer um Puff e eu encarregue de o comprar. Quando te falei disso disseste logo que conhecias um sítio e que ias lá comigo.
No dia seguinte ao jantar lá fomos. Agora a escrevê-lo lembro-me perfeitamente de lá estar. Engraçado é que a minha tara de me lembrar das coisas pela roupa que trazia vestida, parece não funcionar neste momento. Lembro-me do dia, do sítio, mas não me lembro do que tinha vestido. Não importa...
Fomos e andámos uma Avenida Almirante Reis de puff às costas. Enfiá-mo-lo no teu carro e lá nos deslocámos até minha casa. Escondemos o puff no guarda-fatos do quarto que não estava ocupado e ficámos deitados na cama desse quarto a conversar. Conversámos só. E conversámos.

Lembro-me de mais tarde me dizeres que tinha sido bom aquele momento.
Também achei.
E apeguei-me um pouco mais a ti 



E nessa noite ficaste a conhecer isto, Lembras-te?





terça-feira, 23 de outubro de 2012

#3:"Não te apegues"


Foi agradável mas fiquei-me. Tinha a mudança para fazer e uma série de coisas na cabeça.
Cerca de 3 dias depois, saída do trabalho e a caminho de casa, para meu espanto recebo uma sms tua.
Lembro-me do que dizias.
"A acontecer outra vez..."

Disse que me deixasses tratar da minha mudança que depois víamos isso.
Ficámos por aí em termos de sms's mas começámos a falar pelo facebook ( onde parece que hoje em dia toda a gente tem de estar para comunicar com quem quer que seja!).
Fomos partilhando coisas: gostos, desgostos. Histórias, vivências.
Mostrei-te o blog onde despejava músicas e através delas conseguiste-me ler. E adoro quando as pessoas me lêem.
Escreveste algo que já não sei escrever, que as "minhas" músicas reflectiam os meus sentimentos, o meu estado de humor, o meu estado de espírito...Sei que te respondi: "Olha que assim fico a gostar de ti."

" Não te apegues."

Foi a tua resposta.
E não foi a última vez que me o disseste.
O que tu se calhar não sabes, mas que se calhar desconfias, é que nesse dia me apeguei.
E custou a desapegar 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

#2.5

Hoje era dia.
Dia de contar mais um pouco do que originou tudo o resto.
Mas hoje não me apetece. Não tenho tempo para pensar. Estou cansada e não me apetece.
Amanhã.
Amanhã é dia.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#2: A_g_r_a_d_á_v_e_l


a.gra.dá.vel
  1. que agrada
  2. que dá prazer





Era domingo e já devia passar do meio dia quando disse que tinha de ir para casa.
O teu erro começou aí. Levaste-me ao transporte. Erro. Os gajos não fazem isso depois de um One Night Stand. Indicam-te a porta e dizem-te, no máximo, como podes chegar até onde queres chegar. Mas tu levaste-me e despedimo-nos com um beijo. Antes disso trocámos números de telemóvel: Semi-erro. E páginas de Facebook: Menos mau.

Deixaste-me. E eu que estava de semi-ressaca e em modo "pitosgas" (tinha prescindido das minhas lentes de contacto em prol de uma noite com um desconhecido) andei até apanhar um táxi para casa. Estava em mudanças. Ia sair de casa dos pais, ia morar com a Maria.

Já estava em casa quando recebo sms da Maria: 

-"Pah se estás lá em casa vê lá isso que eu estou a ir para aí."
- "Nop." 
- " Ah!...E então como foi?"
- " Foi agradável."
- " LoL. Agradável?!" 

Ainda hoje não sei explicar isso do "Foi agradável."
Mas acho que é como a definição explica: é algo que agrada. É algo que dá prazer.
E agradaste-me.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

#1: Foi em setembro que te conheci.


Mentira. Foi em Julho. E foi uma "granda" noite!





"Olha..costumas ir ao "Y"?
" Eu não vou a Afters..."



Conhecendo-te eu nessa noite como te conheço agora se te perguntasse se costumavas ir a outro bar a conversa teria sido outra.
Mas foi assim que começou.

Parecias um tipo que já tinha visto no "Y", tipo que andava a ver se encontrava outra vez porque já o tinha visto umas poucas de vezes mas a quantidade que tinha ingerido de alcool nessas noites não era a suficiente para me meter com ele, como me meti contigo.

O dia tinha sido fora do planeado. Estava em mudanças e tinha a casa de pantanas. Tinha combinado mudar uma pouca de tralha nesse dia com a ajuda de um amigo mas sem planear encontrei bilhetes baratos para o Alive e num impulso mandei sms à Maria:
-"Pah, até quanto é que dás por um bilhete para hoje para o Alive?!"
-" Até 30euros."
-" Então 'bora!"

E fomos. Perdi a minha preciosa de White Lies para ir ver um concerto de Foals que foi relâmpago e deixou  toda a gente e chorar por mais. No final de Tv On The Radio já estavamos mais pra lá do que pra cá e decidimos ir para o Bairro ver as modas.
A  Maria queixasse que lhe doí as costas e vejo que a minha noite estava prestes a terminar mal tinha chegado ao sítio onde era suposto começar.
Mas a noite avançou. De um bar fomos para outro e acabámos por ir ao "X".
Já não me lembro quem passava música nessa noite mas lembro-me de ouvir a música que os Foals não tocaram no Alive, e chamámos-lhe o Fail do Alive, e dançámos e dançámos...
Um amigo teu meteu conversa com a Maria e lá se entretiveram enquanto te perguntava se já tinhas ido ao "Y".
Foi só uma pergunta. E deixei-te. Mas curioso como és, e como gostas de fazer perguntas e mais perguntas, fazer o teu "mindfuck" às pessoas, perguntavas o porquê de te perguntar isso, e o porquê de cada resposta que te dava.
A noite avançou e perguntavas coisas. Partilhávamos coisas da vida, as nossas ocupações, já não me lembro de metade do que disse nem metade do que ouvi.
Sei que a meio do caminho entre o "X" e o "Y" me sacaste um beijo. Disso lembro-me.
Já no "Y" querias continuar, mas disse-te que costumava lá ir muito e que era melhor não. Havia gente conhecida e gosto de manter o meu nível...( o álcool devia ser fraco nessa noite!)
Lembro-me de te virares a certa altura e dizeres: " E agora, já podes?" E acho que nos beijámos outra vez.
A noite foi grande e avançou e já era de madrugada quando o "Y" acendeu as luzes e era hora de ir embora.
As tais pessoas conhecidas estavam por lá ainda. A Maria e eu ficámos à conversa com elas e quando sai de lá , para meu espanto, ainda por ali estavas.
Demorámos na rua à conversa. Eu, a Maria e os nossos conhecidos. E tu continuavas ali.
No final perguntei-te: " Então vamos para tua casa ou para a minha?"
Fomos embora.





No dia seguinte acordei numa cama que não era a minha.