Não vale a pena andar a escrever posts separados. Vai aqui tudo junto.
Pois que também fui à Festa da Instax Mini, essa festa de Bloggers "famosas", pseudo-famosas e pseudo-bloggers, como eu.
Foi um choque.
Nada daquilo é o meu mundo. A comida era boa e havia bebida, que é coisa que gosto e coisa que aproveitei.
Fumei. Comprei um maço de tabaco para a noite.
Sabia que ia beber e não gosto de ser "cravas", nunca gostei de "cravas" e não quero ser uma dessas pessoas.
Fumei com a consciência que iria fumar socialmente.
Até sábado tinha-me portado muito bem, estando uma semana inteira de férias em casa, sem fazer nenhum e sem pegar num único cigarro, fazendo 2 semanas sem sentir o fumo a passar-me na garganta.
Sobraram-me 2 cigarros.
Segunda feira fumei um.
Ontem, fumei outro.
Há bocado fui comprar tabaco.
Devia dar-me chapadinhas em alta velocidade por conseguir passar horas sem fumar e depois chegar a casa e sentir essa necessidade estúpida de me meter ao frio a consumir um cigarro diário, mas podia ser pior. Podia.
E com isto tudo, já se passou quase um mês.
Não posso dizer que tenha deixado de fumar, ainda que esteja bem abaixo do que costumava consumir.
Não deixei de comer porcaria, ainda que recentemente me tenha apaixonado por uma daquelas saladas já preparadas que compro no Continente.
Não faço grande exercício para além das 8 horas de trabalho em pé e andar de um lado para o outro.
Quase um mês depois as coisas estão mais ou menos na mesma.
Mas amanhã já é quinta-feira e depois é sexta.
Sexta.
Sexta-feira vou ao Aeroporto.
Sexta-feira a vida fica melhor.
O babe chega.
Vou ficar tão feliz!
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Conversa de merda
Vim visitar os meus pais.
Depois de jantar, digo para a minha mãe:
" Tens chá para ir à casa de banho?"
" Então?! Chá para ir à casa de banho?! Mas que se passa?! Tu nunca tiveste problemas em ir à casa de banho! Que se passa?!"
" Oh....oh...deixei de fumar. Agora ando assim."
O meu pai:
" Finalmente!"
Ele, que é fumador.
Uma semana depois, é este o meu problema.
Estou a 2 ou 3 refeições de começar a fumar novamente, para ver se a coisa volta ao normal.
Depois de jantar, digo para a minha mãe:
" Tens chá para ir à casa de banho?"
" Então?! Chá para ir à casa de banho?! Mas que se passa?! Tu nunca tiveste problemas em ir à casa de banho! Que se passa?!"
" Oh....oh...deixei de fumar. Agora ando assim."
O meu pai:
" Finalmente!"
Ele, que é fumador.
Uma semana depois, é este o meu problema.
Estou a 2 ou 3 refeições de começar a fumar novamente, para ver se a coisa volta ao normal.
*Para conversa de merda, este post até está fofinho.
Alterei umas palavras para que a coisa não vos soasse tão mal como na realidade foi.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Não morri nem me ando a coçar toda
Na sexta-feira acabou o tabaco.
No Sábado fui fraca e cravei tabaco aos meus amigos. Eles gostam de me ver feliz.
Fumei 5 cigarros, mas também estive muito tempo sem fumar e a vê-los fumar.
Estou sóbria desde da madrugada de domingo.
Admito que me apetece fumar, mas assim como vem a vontade também se vai.
Agora que acabei de jantar, vou ali chupar o meu chupa chupa para ver se me acalmo um bocadinho.
Isto vai lá.
Eu sei que vai.
No Sábado fui fraca e cravei tabaco aos meus amigos. Eles gostam de me ver feliz.
Fumei 5 cigarros, mas também estive muito tempo sem fumar e a vê-los fumar.
Estou sóbria desde da madrugada de domingo.
Admito que me apetece fumar, mas assim como vem a vontade também se vai.
Agora que acabei de jantar, vou ali chupar o meu chupa chupa para ver se me acalmo um bocadinho.
Isto vai lá.
Eu sei que vai.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
The end
O fim. Como assim espero que o seja.
Fomos às Canárias fez agora um mês.
De lá trouxe 2 volumes de tabaco por 35 euros. Paraíso para os fumadores.
2 volumes. 400 cigarros.
Acabei de fumar o número 400. Em um mês fumei cerca de 400 cigarros, não foram todos por mim fumados.
400 em um mês é um número grande. Multipliquemos isto por meses de anos e carrego nos meus pulmões centenas de volumes.
Foram 15 anos. 180 meses. 72000 cigarros. 360 volumes.
Assustador.
Prometi que seria até o tabaco que trouxe de lá acabar.
Acabou.
Fomos às Canárias fez agora um mês.
De lá trouxe 2 volumes de tabaco por 35 euros. Paraíso para os fumadores.
2 volumes. 400 cigarros.
Acabei de fumar o número 400. Em um mês fumei cerca de 400 cigarros, não foram todos por mim fumados.
400 em um mês é um número grande. Multipliquemos isto por meses de anos e carrego nos meus pulmões centenas de volumes.
Foram 15 anos. 180 meses. 72000 cigarros. 360 volumes.
Assustador.
Prometi que seria até o tabaco que trouxe de lá acabar.
Acabou.
Alguém que me acuda que isto não vai ser fácil.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Pensamento dos 10 para as 8h da manhã, enquanto fumo um cigarro antes de entrar ao trabalho
Coisas boas de o babe não estar cá:
Não fazer a depilação.
Sim, eu sou estranha e tenho pensamentos estranhos.
Não se assustem que não vou deixar a coisa chegar ao Chewbacca style.
E é só uma saída parva, porque também sou meio parva.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Fases do Luto
Não. Ninguém morreu, mas acho que ando a passar por elas, ainda que de maneira desorganizada.
O babe foi embora, abandonou-me, deixou-me praqui à minha sorte, vai para uma semana.
A coisa vai durar um mês.
Um mês é muito tempo.
É o fim do mundo.
Mas falava eu nas fases do luto, coisa que também se aplica a perdas sem serem por morte.
Para quem não as conhece, ei-las:
1ª: Negação
A fase em que a pessoa não acredita que aconteceu, que está tudo bem e que a dor vai passar.
2ª Raiva
Em que a pessoa se questiona do " Porquê eu?", em que evita falar sobre o assunto ou perde a calma a falar do assunto.
3ª Negociação
A pessoa faz pactos com ela mesma, promete ser uma pessoa melhor.
4ª Depressão
A fase em que a pessoa chora que nem uma Maria Madalena, que se odeia e se afasta das pessoas.
5ª Aceitação
A fase em que a pessoa começa a saber lidar com a situação.
Acho que nem passei pela negação. Já sabia que ele ia desde há muito.
Passei recentemente pela fase da raiva. Perguntavam-me: "Então e ele, está onde?!" e eu respondia: " Não quero saber. Não é justo ter-me abandonado praqui sozinha." ( Tru story).
Ah! Mas antes disto tudo tive a minha fase de Negociação. E se negociei... "Vou deixar de fumar, começar a correr, deixar de comer porcaria"... Puff! Quase uma semana depois de ele ter ido a única coisa que ainda mantenho é a vontade de deixar de fumar, força de vontade é que já é uma coisa diferente...
A modos que acho que a próxima fase será mesmo a da depressão, por achar que nem deixar de fumar consigo e que daqui para duas semanas falta uma para ele chegar e não fiz nada de jeito durante quatro semanas.
Aceitação?!
Lá para o final do mês.
Quando estiver nas chegadas do Aeroporto à espera que ele saia da porta.
O babe foi embora, abandonou-me, deixou-me praqui à minha sorte, vai para uma semana.
A coisa vai durar um mês.
Um mês é muito tempo.
É o fim do mundo.
Mas falava eu nas fases do luto, coisa que também se aplica a perdas sem serem por morte.
Para quem não as conhece, ei-las:
1ª: Negação
A fase em que a pessoa não acredita que aconteceu, que está tudo bem e que a dor vai passar.
2ª Raiva
Em que a pessoa se questiona do " Porquê eu?", em que evita falar sobre o assunto ou perde a calma a falar do assunto.
3ª Negociação
A pessoa faz pactos com ela mesma, promete ser uma pessoa melhor.
4ª Depressão
A fase em que a pessoa chora que nem uma Maria Madalena, que se odeia e se afasta das pessoas.
5ª Aceitação
A fase em que a pessoa começa a saber lidar com a situação.
Acho que nem passei pela negação. Já sabia que ele ia desde há muito.
Passei recentemente pela fase da raiva. Perguntavam-me: "Então e ele, está onde?!" e eu respondia: " Não quero saber. Não é justo ter-me abandonado praqui sozinha." ( Tru story).
Ah! Mas antes disto tudo tive a minha fase de Negociação. E se negociei... "Vou deixar de fumar, começar a correr, deixar de comer porcaria"... Puff! Quase uma semana depois de ele ter ido a única coisa que ainda mantenho é a vontade de deixar de fumar, força de vontade é que já é uma coisa diferente...
A modos que acho que a próxima fase será mesmo a da depressão, por achar que nem deixar de fumar consigo e que daqui para duas semanas falta uma para ele chegar e não fiz nada de jeito durante quatro semanas.
Aceitação?!
Lá para o final do mês.
Quando estiver nas chegadas do Aeroporto à espera que ele saia da porta.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Saudades
Em 3 anos nunca fiquei muito tempo longe de ti.
Podiam passar-se 5 dias de uma semana sem te ver, mas tinhamos os outros 2 sempre juntos.
Podiamos não estar juntos no fim de semana, mas tinhamos sempre um dia ou dois da semana para estarmos juntos.
Ainda só passaram 3 dias, mas é fim de semana. E vão ser os fins de semanas que me vão matar sem estar junto a ti.
Pior que contar os trocos até ao final do mês é contar os dias para te ver outra vez.
Tenho saudades tuas.
Podiam passar-se 5 dias de uma semana sem te ver, mas tinhamos os outros 2 sempre juntos.
Podiamos não estar juntos no fim de semana, mas tinhamos sempre um dia ou dois da semana para estarmos juntos.
Ainda só passaram 3 dias, mas é fim de semana. E vão ser os fins de semanas que me vão matar sem estar junto a ti.
Pior que contar os trocos até ao final do mês é contar os dias para te ver outra vez.
Tenho saudades tuas.
And you're the only thing I think about
It's all that I can still do
And you know you're the one I dream about
I couldn't do without you
It's all that I can still do
And you know you're the one I dream about
I couldn't do without you
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Sobre músicas foleiras que dizem quase tudo #3
O que me leva a escrever nem é uma música foleira mas já lá vamos.
Já sabem que a minha noção de música não foleira é minha e não vos censuro de gostarem daquilo que aqui aponto como sendo foleiro, da mesma forma que espero que não me atirem pedras por chamar foleiras a essas mesmas músicas.
Adiante...
Existe esta música da Nelly Furtado, All Good Things, que diz:
"Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end (?)"
É uma boa pergunta.
Hoje, a ver a letra de uma música que já tinha ouvido sem prestar grande atenção às palavras, fiquei a pensar na questão das relações e do amor.
Quando o amor acaba, acaba porquê?
Como?
Se gostávamos de alguém, se gostamos durante tanto tempo, para onde se evapora esse amor que antes estava dentro de nós?!
A música era esta
Já sabem que a minha noção de música não foleira é minha e não vos censuro de gostarem daquilo que aqui aponto como sendo foleiro, da mesma forma que espero que não me atirem pedras por chamar foleiras a essas mesmas músicas.
Adiante...
Existe esta música da Nelly Furtado, All Good Things, que diz:
"Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end (?)"
É uma boa pergunta.
Hoje, a ver a letra de uma música que já tinha ouvido sem prestar grande atenção às palavras, fiquei a pensar na questão das relações e do amor.
Quando o amor acaba, acaba porquê?
Como?
Se gostávamos de alguém, se gostamos durante tanto tempo, para onde se evapora esse amor que antes estava dentro de nós?!
A música era esta
sábado, 6 de setembro de 2014
Epifanias e TPM
Ontem ouvi esta no trabalho.
Quase que se me vieram as lágrimas aos olhos.
O que foi já não volta a ser e o que é, não sei se alguma vez o será.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Felicidade é...
...deixarmos de ser eu e tu e passarmos a ser nós.
É ser estranho mas bom, ouvir-te dizer assim.
Nós. Nosso. Nossa.
É ser estranho mas bom, ouvir-te dizer assim.
Nós. Nosso. Nossa.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
True Story
Quando me canso de ouvir as pessoas chamarem por mim, digo-lhes que se acabou o Maria e que o meu nome agora é Fofinha.
Resulta.
Chamam-me Fofinha e eu fico mais feliz.
Resulta.
Chamam-me Fofinha e eu fico mais feliz.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Fuck Yeah
A semana passada ganhei 8 euros no Euromilhões.
Nunca tive grande sorte.
Em 31 anos de vida, nessa coisa de passatempos, jogos da sorte ou sorteios, ganhei um passe para o Super Bock Super Rock ( onde só fui um dia); ganhei o que, acumulado nem a 50 euros chega, no Euromilhões; uns outros 50 no Casino; uma T-shirt do Gary Jules... e acho que foi isso.
Participei em algumas coisas só por descargo de consciência. Porque se não participasse é que não ganhava mesmo nada.
Este ano houve um concurso interno na minha empresa. Coisa básica, cujo prémio seria uma viagem às Canárias, 2 noites tudo incluído.
Participei.
Era só dar uma opinião, com escolha múltipla, sobre um artigo que nos foi oferecido para esse efeito.
Participei.
Ganhei.
Ainda não estou em mim, e quando me telefonaram a dizer pensei que estivessem a gozar comigo.
Não consigo acreditar.
Eu, que me queixava com 30 anos, que nunca tinha saído do Portugalex, que nunca imaginaria sair daqui, sinto-me uma gaja cheia de sorte por ter um namorado que puxa por mim para viajar e que agora posso eu levá-lo a passear a custo z e r o.
Caramba.
Vou só ali ao Casino a ver se a sorte mudou...
Nunca tive grande sorte.
Em 31 anos de vida, nessa coisa de passatempos, jogos da sorte ou sorteios, ganhei um passe para o Super Bock Super Rock ( onde só fui um dia); ganhei o que, acumulado nem a 50 euros chega, no Euromilhões; uns outros 50 no Casino; uma T-shirt do Gary Jules... e acho que foi isso.
Participei em algumas coisas só por descargo de consciência. Porque se não participasse é que não ganhava mesmo nada.
Este ano houve um concurso interno na minha empresa. Coisa básica, cujo prémio seria uma viagem às Canárias, 2 noites tudo incluído.
Participei.
Era só dar uma opinião, com escolha múltipla, sobre um artigo que nos foi oferecido para esse efeito.
Participei.
Ganhei.
Ainda não estou em mim, e quando me telefonaram a dizer pensei que estivessem a gozar comigo.
Não consigo acreditar.
Eu, que me queixava com 30 anos, que nunca tinha saído do Portugalex, que nunca imaginaria sair daqui, sinto-me uma gaja cheia de sorte por ter um namorado que puxa por mim para viajar e que agora posso eu levá-lo a passear a custo z e r o.
Caramba.
Vou só ali ao Casino a ver se a sorte mudou...
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
A juventude de hoje e cenas afim
A juventude de hoje em dia causa-me "espécie".
É certo que os tempos são outros e também já os meus pais diziam que no tempo deles é que era.
Sou a filha do meio.
Quando vim ao mundo já cá andava a minha irmã, 3 anos e 3 dias mais velha que eu. Aos 9 anos ganhei um irmão.
Fui a mais nova durante 9 anos. A filhinha do papá, a que saltava para o colo dele mal ele chegava do trabalho, lhe sacava o pente que ele sempre trazia no bolso da camisa, e lhe penteava o cabelo.
Nunca me senti mimada mas acho que a minha irmã se sentia renegada.
Com a vinda do meu irmão, também nunca tive ciúmes.
Sempre existiu para todos. Comida nesta casa nunca faltou, mas nunca fomos mimados com brinquedos e outras coisas.
Ganhávamos roupa nova duas vezes ao ano: na Páscoa e no Natal.
Agora que escrevo, lembro que o meu irmão sempre foi o mais mimado de todos, por ser o filho macho.
Sempre tive medo de pedir um biscoito à minha mãe e quando nos portávamos mal, como castigo, ela não nos deixava lanchar, impedindo-nos de barrar o Tulicreme nos papos secos que comprava todos os dias.
Tive 2 barbies em toda a minha infância, que sempre estimei e que era suposto colocar aqui uma foto, não tivesse a minha achado que com 20 anos já não quereria saber delas e não as tivesse dado à neta da vizinha.
O meu irmão sempre berrou que queria uma Playstation. Nunca a teve. Não morreu.
Comprei o meu primeiro telemóvel, já devia ter uns 17 anos, com dinheiro que ganhava através da escola profissional.
Não morri por toda a gente já ter uma telemóvel e eu não.
Sempre tive telefone em casa e antigamente as pessoas compareciam à hora marcada no local marcado.
O computador de onde vos escrevo é meu. Comprei-o eu. Paguei-o eu, há 6 anos trás. Já lhe falta um tecla, não pensa lá muito rápido mas já me fez ser DJ por duas noites e ganhar 30 euros por isso.
A carta de condução fui eu que paguei. Custou-me os olhos da cara e serve só para fazer volume na carteira.
A minha irmã pagou a dela o meu irmão talvez veja a dele paga pelos meus pais. Não me interessa, é lá com eles.
Comecei a trabalhar aos 19 anos.
Tive um ano na Faculdade, quando já tinha uns 25 anos e fui eu que paguei as minhas propinas.
Sai duas vezes de casa para ir morar sozinha e nunca vi dinheiro dos meus pais entrar na minha conta, mas não passei fome e eles também não permitiriam isso.
Não usei aparelho nos dentes. Ando a tratar disso e sairá do meu bolso o dinheiro para endireitar a cramalheira.
Ora, com isto tudo, o que quero dizer é que a juventude de hoje está muito mal habituada.
Vejo colegas minhas a quererem oferecer tabletas a crianças de 9 anos e Iphones de 400 euros a adolescentes de 12.
Com 16 a malta já quer ir para o Sudoeste.
Saem à noite com 14 anos em trajes que não lembra a ninguém.
Têm tudo pago sem se preocuparem de onde sai o dinheiro.
Não interessa que os pais não estejam em casa, o que interessa é que no fim de semana a mãe tenha tempo de ir ao Colombo à Primark.
A malta quer coisas e mais coisas.
Exigem aos pais que lhes satisfaçam todos os desejos e caprichos " Porque a Maria tem e eu não...Oh mãe, vá lá!"
E os pais dão, para os calarem, consentem porque já têm a cabeça cheia de outras coisas e estão fartos de os ouvir. Porque a sociedade é cada vez mais exigente e se A tem B também tem de ter para se sentir incluido, para não ser vitima de porrada na escola ( isso tem um nome chique agora), e porque mais um série de coisas.
A juventude exige sem saber o trabalhão que dá ganhar o dinheiro.
Vão sendo mal habituados. Mimados.
E depois o que vamos tendo são jovens exigentes, mal educados e com o rei na barriga.
No meu tempo pedíamos pouco, ganhávamos pouco, era-nos ensinado o valor das coisas.
Sobrevivi sem metade daquilo que queria, porque o essencial sempre tive: comida, uma cama para dormir, uma casa, roupa lavada e apresentável, mesmo que não fosse a última moda da Bershka.
Aqui estou a eu a saber que o dinheiro custa mais a ganhar do que a gastar. Que o esforço que os meus pais fizeram por nós o 3 foi imenso e que lhes dou grande valor por isso, porque por me terem dito que não muitas vezes, ensinaram-me que se eu quiser ter tenho de ser eu a ganhar para isso e que com isso darei maior valor às coisas.
Temos que certos valores se estejam a perder.
E se tenho vontade de trazer ao mundo uma criança é muito pela ânsia de lhe ensinar valores que julgo perdidos nesta sociedade consumista que existe nos dias de hoje.
É certo que os tempos são outros e também já os meus pais diziam que no tempo deles é que era.
Sou a filha do meio.
Quando vim ao mundo já cá andava a minha irmã, 3 anos e 3 dias mais velha que eu. Aos 9 anos ganhei um irmão.
Fui a mais nova durante 9 anos. A filhinha do papá, a que saltava para o colo dele mal ele chegava do trabalho, lhe sacava o pente que ele sempre trazia no bolso da camisa, e lhe penteava o cabelo.
Nunca me senti mimada mas acho que a minha irmã se sentia renegada.
Com a vinda do meu irmão, também nunca tive ciúmes.
Sempre existiu para todos. Comida nesta casa nunca faltou, mas nunca fomos mimados com brinquedos e outras coisas.
Ganhávamos roupa nova duas vezes ao ano: na Páscoa e no Natal.
Agora que escrevo, lembro que o meu irmão sempre foi o mais mimado de todos, por ser o filho macho.
Sempre tive medo de pedir um biscoito à minha mãe e quando nos portávamos mal, como castigo, ela não nos deixava lanchar, impedindo-nos de barrar o Tulicreme nos papos secos que comprava todos os dias.
Tive 2 barbies em toda a minha infância, que sempre estimei e que era suposto colocar aqui uma foto, não tivesse a minha achado que com 20 anos já não quereria saber delas e não as tivesse dado à neta da vizinha.
O meu irmão sempre berrou que queria uma Playstation. Nunca a teve. Não morreu.
Comprei o meu primeiro telemóvel, já devia ter uns 17 anos, com dinheiro que ganhava através da escola profissional.
Não morri por toda a gente já ter uma telemóvel e eu não.
Sempre tive telefone em casa e antigamente as pessoas compareciam à hora marcada no local marcado.
O computador de onde vos escrevo é meu. Comprei-o eu. Paguei-o eu, há 6 anos trás. Já lhe falta um tecla, não pensa lá muito rápido mas já me fez ser DJ por duas noites e ganhar 30 euros por isso.
A carta de condução fui eu que paguei. Custou-me os olhos da cara e serve só para fazer volume na carteira.
A minha irmã pagou a dela o meu irmão talvez veja a dele paga pelos meus pais. Não me interessa, é lá com eles.
Comecei a trabalhar aos 19 anos.
Tive um ano na Faculdade, quando já tinha uns 25 anos e fui eu que paguei as minhas propinas.
Sai duas vezes de casa para ir morar sozinha e nunca vi dinheiro dos meus pais entrar na minha conta, mas não passei fome e eles também não permitiriam isso.
Não usei aparelho nos dentes. Ando a tratar disso e sairá do meu bolso o dinheiro para endireitar a cramalheira.
Ora, com isto tudo, o que quero dizer é que a juventude de hoje está muito mal habituada.
Vejo colegas minhas a quererem oferecer tabletas a crianças de 9 anos e Iphones de 400 euros a adolescentes de 12.
Com 16 a malta já quer ir para o Sudoeste.
Saem à noite com 14 anos em trajes que não lembra a ninguém.
Têm tudo pago sem se preocuparem de onde sai o dinheiro.
Não interessa que os pais não estejam em casa, o que interessa é que no fim de semana a mãe tenha tempo de ir ao Colombo à Primark.
A malta quer coisas e mais coisas.
Exigem aos pais que lhes satisfaçam todos os desejos e caprichos " Porque a Maria tem e eu não...Oh mãe, vá lá!"
E os pais dão, para os calarem, consentem porque já têm a cabeça cheia de outras coisas e estão fartos de os ouvir. Porque a sociedade é cada vez mais exigente e se A tem B também tem de ter para se sentir incluido, para não ser vitima de porrada na escola ( isso tem um nome chique agora), e porque mais um série de coisas.
A juventude exige sem saber o trabalhão que dá ganhar o dinheiro.
Vão sendo mal habituados. Mimados.
E depois o que vamos tendo são jovens exigentes, mal educados e com o rei na barriga.
No meu tempo pedíamos pouco, ganhávamos pouco, era-nos ensinado o valor das coisas.
Sobrevivi sem metade daquilo que queria, porque o essencial sempre tive: comida, uma cama para dormir, uma casa, roupa lavada e apresentável, mesmo que não fosse a última moda da Bershka.
Aqui estou a eu a saber que o dinheiro custa mais a ganhar do que a gastar. Que o esforço que os meus pais fizeram por nós o 3 foi imenso e que lhes dou grande valor por isso, porque por me terem dito que não muitas vezes, ensinaram-me que se eu quiser ter tenho de ser eu a ganhar para isso e que com isso darei maior valor às coisas.
Temos que certos valores se estejam a perder.
E se tenho vontade de trazer ao mundo uma criança é muito pela ânsia de lhe ensinar valores que julgo perdidos nesta sociedade consumista que existe nos dias de hoje.
Este texto não faz lá grande sentido, mas pronto, a isso já vocês se habituaram.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Os meus amigos
Os meus amigos são gente cheia de teorias e constatações interessantes.
No Sábado festejámos o aniversário da Maria.
Entre palhaçada e conversa sobre lesbianice, a conversa terminou com a Maria a rematar:
" Por mais que os homens sejam desapontantes, pila é pila."
E é isto.
Há alguém que tenha interesses diferentes e que queira contra argumentar?
No Sábado festejámos o aniversário da Maria.
Entre palhaçada e conversa sobre lesbianice, a conversa terminou com a Maria a rematar:
" Por mais que os homens sejam desapontantes, pila é pila."
E é isto.
Há alguém que tenha interesses diferentes e que queira contra argumentar?
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Que o bronze esteja convosco
Também gosto de recomendar coisas e ao contrário de muito blog que para aí anda, nada ganho com isso.
Recomendo infinitas coisas que resultaram bem comigo à malta lá do trabalho e hoje decidi vir aqui e recomendar-vos os melhores after-suns que podem existir.
Vocês não sei, mas eu sou meio pobre e compro as minhas coisas de cremes e cenas de gaja num super ou hipermercado qualquer.
O melhor que podem fazer para ter um bronze bonitinho, ou passar de lagosta a "meia de leite" é usar isto:
Pois que, aplicar um cremezito de cacau depois de um dia de praia e banho tomadito é meio caminho andado para desfilarem por aí com uma pele morenaça durante algum tempo.
Não suja a roupa e hidrata a pele.
O primeiro que descobri foi o da Palmers mas acho que de momento prefiro o da Vasenol, não só por ser mais baratinho mas por ser menos espesso e mais fácil de ser absorvido e espalhado na pele.
Agora ide lá torrar ao sol.
Recomendo infinitas coisas que resultaram bem comigo à malta lá do trabalho e hoje decidi vir aqui e recomendar-vos os melhores after-suns que podem existir.
Vocês não sei, mas eu sou meio pobre e compro as minhas coisas de cremes e cenas de gaja num super ou hipermercado qualquer.
O melhor que podem fazer para ter um bronze bonitinho, ou passar de lagosta a "meia de leite" é usar isto:
![]() |
| Vasenol, desde 5 euros e pouco. |
ou isto:
![]() |
| Palmers, mais caro, cerca de 7 a 9 euros. |
Pois que, aplicar um cremezito de cacau depois de um dia de praia e banho tomadito é meio caminho andado para desfilarem por aí com uma pele morenaça durante algum tempo.
Não suja a roupa e hidrata a pele.
O primeiro que descobri foi o da Palmers mas acho que de momento prefiro o da Vasenol, não só por ser mais baratinho mas por ser menos espesso e mais fácil de ser absorvido e espalhado na pele.
Agora ide lá torrar ao sol.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Das coisas que tenho saudades por já não morar com os meus pais
Não é da roupa lavada e passada a ferro ou de ter a casa limpa.
Não é da comida e de não ter de lavar a loiça.
O que tenho mesmo saudades, de não ter a minha mãezinha por cá, é do pão fresco todos os dias; da fruteira cheia e das flores em cima da mesa.
Hoje comprei flores.
Estou feliz.
Não é da comida e de não ter de lavar a loiça.
O que tenho mesmo saudades, de não ter a minha mãezinha por cá, é do pão fresco todos os dias; da fruteira cheia e das flores em cima da mesa.
Hoje comprei flores.
Estou feliz.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Conduzir
Tenho a carta de condução há 10 anos.
10.
Caramba, como o tempo passa.
Nunca conduzi depois de ter a minha licença para tal.
Nunca tive necessidade e agora se tivesse via-me à rasca.
Mas este fim de semana tudo mudou.
Fomos a Amesterdão e vi-me a conduzir uma bicicleta.
Agora é a parte em que vocês se riem e dizem que andar de bicicleta é para meninos e não tem nada a ver com conduzir um carro.
Pois é.
Concordo com isso se a coisa for feita ali pós lados do Parque das Nações onde não se apanha carro nenhum e o passeio é todo nosso, agora conduzir uma bicicleta em Amesterdão tem toda uma outra ciência.
Quem já lá foi sabe do que falo, quem nunca nunca lá foi devia ir e andar de bicicleta pela cidade para vir para cá e ser um "pro" a andar no trânsito.
Não cai, não bati em ninguém mas tive medo, muito medo.
Fui mais esperta que o babe e soube logo como travar uma bicicleta que à primeira vista parecia não ter travões.
Custou muito apanhar o jeito à coisa, não fazer figuras tristes e tentar passar despercebida numa cidade especialista em veículos de duas rodas mas agora tenho saudades da minha Bicla, de lhe meter o cadeado e de lhe fazer tocar a campainha.
Maldita Lisboa das 7 colinas, porque não podes ser tu plana para poder ir para o trabalho de bicicleta, para poder ir às compras e carregá-las na parte de trás da minha bicla?!
Este fim de semana soube o que era andar no meio do trânsito, soube o que era parar no semáforo vermelho, deixar passar quem se atravessava no meu caminho sem meter os pés no chão e ser respeitada pelos peões como se fosse ao volante de um camião tir.
Foi o melhor de tudo.
10.
Caramba, como o tempo passa.
Nunca conduzi depois de ter a minha licença para tal.
Nunca tive necessidade e agora se tivesse via-me à rasca.
Mas este fim de semana tudo mudou.
Fomos a Amesterdão e vi-me a conduzir uma bicicleta.
Agora é a parte em que vocês se riem e dizem que andar de bicicleta é para meninos e não tem nada a ver com conduzir um carro.
Pois é.
Concordo com isso se a coisa for feita ali pós lados do Parque das Nações onde não se apanha carro nenhum e o passeio é todo nosso, agora conduzir uma bicicleta em Amesterdão tem toda uma outra ciência.
Quem já lá foi sabe do que falo, quem nunca nunca lá foi devia ir e andar de bicicleta pela cidade para vir para cá e ser um "pro" a andar no trânsito.
Não cai, não bati em ninguém mas tive medo, muito medo.
Fui mais esperta que o babe e soube logo como travar uma bicicleta que à primeira vista parecia não ter travões.
Custou muito apanhar o jeito à coisa, não fazer figuras tristes e tentar passar despercebida numa cidade especialista em veículos de duas rodas mas agora tenho saudades da minha Bicla, de lhe meter o cadeado e de lhe fazer tocar a campainha.
Maldita Lisboa das 7 colinas, porque não podes ser tu plana para poder ir para o trabalho de bicicleta, para poder ir às compras e carregá-las na parte de trás da minha bicla?!
Este fim de semana soube o que era andar no meio do trânsito, soube o que era parar no semáforo vermelho, deixar passar quem se atravessava no meu caminho sem meter os pés no chão e ser respeitada pelos peões como se fosse ao volante de um camião tir.
Foi o melhor de tudo.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
O stalker cá do bairro
Quando vou ter com o babe a casa dele, desço a minha rua para ir lá no fundo apanhar um Bus que me deixa pertinho do meu destino.
Foi lá que conheci o stalker cá do bairro.
A primeira vez chovia e aqui a Maria colocou-se à porta de um prédio para se abrigar, mesmo com o chapéu de chuva aberto.
Um senhor, muito simpático e bem apresentado, passou e cumprimentou-me.
Depois sai-se com um: " Ah, desculpe. É que é mesmo parecida com uma amiga minha. Mas pronto, boa noite na mesma."
Hoje sei que foi por estar a chover que se meteu a andar e não fez mais conversa.
A 2ª vez que me encontrou foi pior.
Lá estava eu de volta à espera do Bus, que se demorou, enquanto ele falava e falava comigo sobre coisas da vida e me dizia que eu era muito bonita e outras tantas tretas. Já não se lembrava de mim e para meter conversa usou o mesmo: " Ah, é que se parece mesmo com uma amiga minha."
Depois de 30 minutos, foi-se, para meu grande alivio, porque se há coisa que detesto é conversas com estranhos.
Ontem, enquanto esperava pelo bus, vejo-o vir e pára a falar com uma senhora que ia entrar para o seu carro.
Quando o reconheci comecei a andar para ver se ele não dava por mim e nisto vejo-o a atravessar a rua e a vir já na minha direcção.
Abençoado autocarro que apareceu no momento exacto em que ele se aproximava de mim.
Ouço-o dizer: " Ah, já lá vem." e seguiu o caminho dele.
Já dentro do bus meti-me a olhar para trás para ver para onde ele ia.
Vejo uma senhora a atravessar a estrada e vejo-o a ir de encontro à senhora.
O stalker cá do bairro mete-se com tudo o que é mulher.
É sempre simpático e amável, muito educado e bem apresentado, mas tem um problemazito.
Ontem percebi isso, porque em menos de 15 minutos o senhor quis meter conversa com 3 mulheres.
Tenho medo.
Foi lá que conheci o stalker cá do bairro.
A primeira vez chovia e aqui a Maria colocou-se à porta de um prédio para se abrigar, mesmo com o chapéu de chuva aberto.
Um senhor, muito simpático e bem apresentado, passou e cumprimentou-me.
Depois sai-se com um: " Ah, desculpe. É que é mesmo parecida com uma amiga minha. Mas pronto, boa noite na mesma."
Hoje sei que foi por estar a chover que se meteu a andar e não fez mais conversa.
A 2ª vez que me encontrou foi pior.
Lá estava eu de volta à espera do Bus, que se demorou, enquanto ele falava e falava comigo sobre coisas da vida e me dizia que eu era muito bonita e outras tantas tretas. Já não se lembrava de mim e para meter conversa usou o mesmo: " Ah, é que se parece mesmo com uma amiga minha."
Depois de 30 minutos, foi-se, para meu grande alivio, porque se há coisa que detesto é conversas com estranhos.
Ontem, enquanto esperava pelo bus, vejo-o vir e pára a falar com uma senhora que ia entrar para o seu carro.
Quando o reconheci comecei a andar para ver se ele não dava por mim e nisto vejo-o a atravessar a rua e a vir já na minha direcção.
Abençoado autocarro que apareceu no momento exacto em que ele se aproximava de mim.
Ouço-o dizer: " Ah, já lá vem." e seguiu o caminho dele.
Já dentro do bus meti-me a olhar para trás para ver para onde ele ia.
Vejo uma senhora a atravessar a estrada e vejo-o a ir de encontro à senhora.
O stalker cá do bairro mete-se com tudo o que é mulher.
É sempre simpático e amável, muito educado e bem apresentado, mas tem um problemazito.
Ontem percebi isso, porque em menos de 15 minutos o senhor quis meter conversa com 3 mulheres.
Tenho medo.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Sabes que já não vais para novo quando...#2
... os adolescentes de hoje se referem a ti por "senhora" ou te tratam por você.
Mas sentes que ainda nada está perdido quando as "velhinhas" te chamam de menina.
Mas sentes que ainda nada está perdido quando as "velhinhas" te chamam de menina.
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