Quando vou ter com o babe a casa dele, desço a minha rua para ir lá no fundo apanhar um Bus que me deixa pertinho do meu destino.
Foi lá que conheci o stalker cá do bairro.
A primeira vez chovia e aqui a Maria colocou-se à porta de um prédio para se abrigar, mesmo com o chapéu de chuva aberto.
Um senhor, muito simpático e bem apresentado, passou e cumprimentou-me.
Depois sai-se com um: " Ah, desculpe. É que é mesmo parecida com uma amiga minha. Mas pronto, boa noite na mesma."
Hoje sei que foi por estar a chover que se meteu a andar e não fez mais conversa.
A 2ª vez que me encontrou foi pior.
Lá estava eu de volta à espera do Bus, que se demorou, enquanto ele falava e falava comigo sobre coisas da vida e me dizia que eu era muito bonita e outras tantas tretas. Já não se lembrava de mim e para meter conversa usou o mesmo: " Ah, é que se parece mesmo com uma amiga minha."
Depois de 30 minutos, foi-se, para meu grande alivio, porque se há coisa que detesto é conversas com estranhos.
Ontem, enquanto esperava pelo bus, vejo-o vir e pára a falar com uma senhora que ia entrar para o seu carro.
Quando o reconheci comecei a andar para ver se ele não dava por mim e nisto vejo-o a atravessar a rua e a vir já na minha direcção.
Abençoado autocarro que apareceu no momento exacto em que ele se aproximava de mim.
Ouço-o dizer: " Ah, já lá vem." e seguiu o caminho dele.
Já dentro do bus meti-me a olhar para trás para ver para onde ele ia.
Vejo uma senhora a atravessar a estrada e vejo-o a ir de encontro à senhora.
O stalker cá do bairro mete-se com tudo o que é mulher.
É sempre simpático e amável, muito educado e bem apresentado, mas tem um problemazito.
Ontem percebi isso, porque em menos de 15 minutos o senhor quis meter conversa com 3 mulheres.
Tenho medo.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Sabes que já não vais para novo quando...#2
... os adolescentes de hoje se referem a ti por "senhora" ou te tratam por você.
Mas sentes que ainda nada está perdido quando as "velhinhas" te chamam de menina.
Mas sentes que ainda nada está perdido quando as "velhinhas" te chamam de menina.
domingo, 25 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
Thank U for the music #7
Uma garrafa de vinho e a tecla " o " do computador que está sempre a sair: isto vais sair bonito.
Mas cá vai.
The National.
Ainda eu namorava com o António, há uma vida atrás, e já ele queria impimgir isto aos meus ouvidos.
Não me entrou.
Quando voltei a Lisboa e conheci gente nova, essa nova gente que hoje tenho como amigos, voltaram a querer-me impingir The National.
Lançavam eles o 3º álbum, acho. Aquele que tem aquela música que toda a gente gosta e nem sabe que The National não é nada disso, a Bloodbuzz Ohio.
Não sou de conhecer uma banda e ouvir o que já fizeram antes daquele albúm que primeiro conheci, mas com estes meninos foi diferente.
Ouvi tudo que estava para trás.
O Chico passava a vida a falar de uma música deles: " Ehhh, é tão forte a música. Tem um letra tão forte. Tens de ouvir."
De inicio não achei a música grande coisa, não lhe tirei grande história.
Mas a certa altura da minha vida, por algum acontecimento que agora não sei precisar, soube "ver" a música com outros olhos e ouvir a mensagem que ela transmite.
Hoje o Chico publicou esta música no Facebook.
Com quase uma garrafa de vinho no sistema, deu-me para falar sobre ela, sobre a minha história com os The National, que já vi uma vez ao vivo.
Ora atentem à letra e tirem as vossas conclusões.
Mas cá vai.
The National.
Ainda eu namorava com o António, há uma vida atrás, e já ele queria impimgir isto aos meus ouvidos.
Não me entrou.
Quando voltei a Lisboa e conheci gente nova, essa nova gente que hoje tenho como amigos, voltaram a querer-me impingir The National.
Lançavam eles o 3º álbum, acho. Aquele que tem aquela música que toda a gente gosta e nem sabe que The National não é nada disso, a Bloodbuzz Ohio.
Não sou de conhecer uma banda e ouvir o que já fizeram antes daquele albúm que primeiro conheci, mas com estes meninos foi diferente.
Ouvi tudo que estava para trás.
O Chico passava a vida a falar de uma música deles: " Ehhh, é tão forte a música. Tem um letra tão forte. Tens de ouvir."
De inicio não achei a música grande coisa, não lhe tirei grande história.
Mas a certa altura da minha vida, por algum acontecimento que agora não sei precisar, soube "ver" a música com outros olhos e ouvir a mensagem que ela transmite.
Hoje o Chico publicou esta música no Facebook.
Com quase uma garrafa de vinho no sistema, deu-me para falar sobre ela, sobre a minha história com os The National, que já vi uma vez ao vivo.
Ora atentem à letra e tirem as vossas conclusões.
Did you clean yourself
for me last night
put the water out
and donned a marigold
in your hair to bring me here
and tie one on you
did you dress me down
and liquor me up
to make me last for the minute
when the red comes over you
like it does
when you're filled with love
or whatever you call it
do you feel alone
when I'm in my head
while you wait for me
to take my breath
do you still feel clean
when the only dirt
is the dirt I left
how can you blame yourself
when I did everything I wanted to
you just made yourself available
you just made yourself available
why did you dress me down
and liquor me up
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Acerca deste blog
Estava ali a fumar um cigarrito e lembrei-me de vir aqui escrever umas palavritas.
Este blog surgiu do nada.
No dia em que decidi sair rua para pintar o stencil, achei que devia criar um blog só porque sim.
Acho que foi mais para relatar o que aconteceria depois de ele o ver...só porque sim.
No fundo, este blog nunca teve propósito nenhum. Era para mim e continua a sê-lo.
Jamais, no dia em que o criei, podia imaginar que o stencil teria o impacto que teve, jamais imaginaria que ia aparecer numa revista ou que iria pintar um vidrão, ou todas as outras coisas que fiz ou vivi por ter criado o stencil.
Daí que este blog nunca tenha tido um propósito e acho que, passados 2 anos, ainda não tem.
O fantástico disto tudo é que vocês o lêem.
Sei bem que em grande parte são pessoas que me conhecem que aqui vêm.
Mas sei também que outros que nunca me viram, gastam um tempinho a vir aqui e ler as baboseiras que escrevo.
Isso é fenomenal.
Hoje apeteceu-me agradecer-vos.
Obrigada.
Este blog surgiu do nada.
No dia em que decidi sair rua para pintar o stencil, achei que devia criar um blog só porque sim.
Acho que foi mais para relatar o que aconteceria depois de ele o ver...só porque sim.
No fundo, este blog nunca teve propósito nenhum. Era para mim e continua a sê-lo.
Jamais, no dia em que o criei, podia imaginar que o stencil teria o impacto que teve, jamais imaginaria que ia aparecer numa revista ou que iria pintar um vidrão, ou todas as outras coisas que fiz ou vivi por ter criado o stencil.
Daí que este blog nunca tenha tido um propósito e acho que, passados 2 anos, ainda não tem.
O fantástico disto tudo é que vocês o lêem.
Sei bem que em grande parte são pessoas que me conhecem que aqui vêm.
Mas sei também que outros que nunca me viram, gastam um tempinho a vir aqui e ler as baboseiras que escrevo.
Isso é fenomenal.
Hoje apeteceu-me agradecer-vos.
Obrigada.
Sobre músicas foleiras que dizem quase tudo #2
Ora bem, eu já conhecia Shania Twain de trás para a frente, cortesia da moça que toma conta de um café lá na minha aldeia e obrigava o pessoal que frequentava o café a ouvir em repeat, durante as férias de verão, o best of da Shania.
Já conhecia tudo e detestava tudo, mas o meu rádio só apanha a M80 e a Shania passou a fazer parte da minha vida outra vez.
De tanto ouvir a mesma música dela, cheguei à conclusão que me diz mais agora do que me dizia há coisa de 10 anos atrás.
A música diz que:
"They said, "I bet they'll never make it"
E depois:
"We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we would be missin' "
Alguém que faça uma cover jeitosa desta música, que eu já me vejo num vestido de noiva a entrar numa igreja ao som destas palavras ( e não, não estou a gozar, falta é que ele queira casar.)
Meu fofinho, a música é foleira, mas vê, diz muita coisa bonita.
"You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night "
E acima de tudo:
"I'm so glad we've made it
Look how far we've come my baby "
Já conhecia tudo e detestava tudo, mas o meu rádio só apanha a M80 e a Shania passou a fazer parte da minha vida outra vez.
De tanto ouvir a mesma música dela, cheguei à conclusão que me diz mais agora do que me dizia há coisa de 10 anos atrás.
A música diz que:
"They said, "I bet they'll never make it"
E depois:
"We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we would be missin' "
Alguém que faça uma cover jeitosa desta música, que eu já me vejo num vestido de noiva a entrar numa igreja ao som destas palavras ( e não, não estou a gozar, falta é que ele queira casar.)
Meu fofinho, a música é foleira, mas vê, diz muita coisa bonita.
"You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night "
E acima de tudo:
"I'm so glad we've made it
Look how far we've come my baby "
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Vulgar
Entrei no autocarro com o meu irmão.
Sentei-me antes dele, a meio do autocarro, porque ele perdeu-se a tirar bilhete com o motorista.
Quando se despacha e se dirige para meio do veiculo para se sentar comigo, fica de pé como se não me estivesse a ver, mesmo ao meu lado. Quando me vê solto-lhe um: " Então pah?"
Responde-me: " Que queres? Tu és vulgar."
Sou vulgar.
Eu.
Vou pintar o cabelo de vermelho e fazer uma permanente.
Pode ser que da próxima ele dê logo por mim.
O meu irmão.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Sobre o 25 de abril
Aqui há tempos conheci um francês que me perguntou sobre Salazar.
Já não me lembro muito bem como foi a conversa e como é que ele me perguntou sobre Salazar, mas lembro-me de lhe dizer que os "velhos" sentem muito a falta dele, ao que ele me respondeu que quando esteve em Espanha também se deu conta que os "velhos" espanhóis sentem a falta de Franco.
O 25 de abril foi há 40 anos.
Eu tenho 30. Já nasci num país livre portanto não sei como era viver num país cheio de restrições.
Nunca perguntei ao meu pai como foi. Nunca tive esse interesse mas este ano, talvez pelas comemorações estarem a ser diferentes ou por eu estar diferente, tenho curiosidade em lhe perguntar como foi viver antes, durante e depois da Revolução.
Mas o que me leva a escrever aqui são os "velhos" e a sua saudade de Salazar.
Ouvi mais que uma vez e mais que um dos "velhos" a dizer " Volta Salazar!" ou " No tempo de Salazar é que era".
Não percebo muito de história. É uma pena. Portanto tudo o que aqui dizer pode estar errado, mas aqui há tempos li alguém comentar que, os velhos querem Salazar de volta porque na pré revolução o país tinha uma situação económica mais estável.
Esquecem-se que não tinham Liberdade. Preferem um boa situação económica à Liberdade que hoje têm.
Não consigo entender.
Eu também gostava que a o sistema económico neste país funcionasse melhor mas trocaria a Liberdade que tenho para me vestir como quero, fazer o que quero, da maneira que quero, pensar como quero e poder dizer o que penso em voz alta, por uma situação económica mais estável.
Os "velhos" não apreciam a Liberdade que lhes foi dada. É só isso que posso pensar.
Querem Salazar de volta.
Mas são esses "velhos" que se rebarbam todos a olhar para um mulher de decote e saia curta e dizem à boca cheia que " Salazar é que era" quando na época de Salazar nem sequer podia manifestar preferências politicas em voz alta com medo que viesse logo alguém atrás deles.
Se hoje podem dizer à boca cheia que "Salazar é que era" é porque existe Liberdade.
Se podem olhar rebarbados para uma mulher de decote e saia curta é porque existe Liberdade.
E mais uma série de coisas que não me lembram porque como disse, não percebo de história e não fiz pesquisa para escrever isto.
Perdoem-me.
Os "velhos" que viveram o 25 de abril de 1974 querem Salazar de volta.
Eu nasci depois.
Prefiro continuar a ter Liberdade, apesar de me sentir roubada pelo Governo todos os dias.
Mas por ser Livre, pude escrever isto.
Por ser livre, posso-me manifestar.
Viva a Liberdade!
E um bem haja a quem fez com que eu pudesse nascer num país assim.
Já não me lembro muito bem como foi a conversa e como é que ele me perguntou sobre Salazar, mas lembro-me de lhe dizer que os "velhos" sentem muito a falta dele, ao que ele me respondeu que quando esteve em Espanha também se deu conta que os "velhos" espanhóis sentem a falta de Franco.
O 25 de abril foi há 40 anos.
Eu tenho 30. Já nasci num país livre portanto não sei como era viver num país cheio de restrições.
Nunca perguntei ao meu pai como foi. Nunca tive esse interesse mas este ano, talvez pelas comemorações estarem a ser diferentes ou por eu estar diferente, tenho curiosidade em lhe perguntar como foi viver antes, durante e depois da Revolução.
Mas o que me leva a escrever aqui são os "velhos" e a sua saudade de Salazar.
Ouvi mais que uma vez e mais que um dos "velhos" a dizer " Volta Salazar!" ou " No tempo de Salazar é que era".
Não percebo muito de história. É uma pena. Portanto tudo o que aqui dizer pode estar errado, mas aqui há tempos li alguém comentar que, os velhos querem Salazar de volta porque na pré revolução o país tinha uma situação económica mais estável.
Esquecem-se que não tinham Liberdade. Preferem um boa situação económica à Liberdade que hoje têm.
Não consigo entender.
Eu também gostava que a o sistema económico neste país funcionasse melhor mas trocaria a Liberdade que tenho para me vestir como quero, fazer o que quero, da maneira que quero, pensar como quero e poder dizer o que penso em voz alta, por uma situação económica mais estável.
Os "velhos" não apreciam a Liberdade que lhes foi dada. É só isso que posso pensar.
Querem Salazar de volta.
Mas são esses "velhos" que se rebarbam todos a olhar para um mulher de decote e saia curta e dizem à boca cheia que " Salazar é que era" quando na época de Salazar nem sequer podia manifestar preferências politicas em voz alta com medo que viesse logo alguém atrás deles.
Se hoje podem dizer à boca cheia que "Salazar é que era" é porque existe Liberdade.
Se podem olhar rebarbados para uma mulher de decote e saia curta é porque existe Liberdade.
E mais uma série de coisas que não me lembram porque como disse, não percebo de história e não fiz pesquisa para escrever isto.
Perdoem-me.
Os "velhos" que viveram o 25 de abril de 1974 querem Salazar de volta.
Eu nasci depois.
Prefiro continuar a ter Liberdade, apesar de me sentir roubada pelo Governo todos os dias.
Mas por ser Livre, pude escrever isto.
Por ser livre, posso-me manifestar.
Viva a Liberdade!
E um bem haja a quem fez com que eu pudesse nascer num país assim.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Memórias Fotográficas #1
Acho que foi quando viemos de Espanha, faz agora um ano, que a mim, chateada por não termos fotos porque perdeste a máquina fotográfica, disseste :
" Está tudo aqui.", enquanto me tocavas na cabeça.
As melhores fotografias são aquelas que guardamos connosco.
O papel é papel. Os ficheiros que guardamos no computador ou em cds são apenas para nos recordarmos que estivemos ali ou fizemos isto e aquilo.
O mais importante está sempre dentro de nós e não precisamos de uma fotografia para lembrar.
Começo a acreditar que as fotografias só servem para provar aos outros que estivemos aqui ou que fomos ali.
Nós carregamos connosco um álbum imenso de fotografias, de bons e maus momentos.
Carrego comigo o dia em que fomos para o aeroporto de Bruxelas dormir.
O voo para Lisboa era cedo e disseste que era estúpido pagar para dormir poucas horas e que conseguíamos dormir no aeroporto "na boa".
Fomos.
Depois de andarmos pelos corredores, subirmos escadas ou deixar antes que as escadas nos subissem, chegámos a um corredor enorme com passadeiras automáticas.
Já na chegada tinha achado piada a um anúncio publicitário da Cofely que passava numa das paredes desse corredor.
Enquanto era transportada pela passadeira, ria-me sozinha a olhar para o anúncio, e nisto tu andavas e já ias bem mais à minha frente.
Quando a música do anúncio ficou lá longe e ainda havia passadeira para andar, dou conta que esta música tocava, ao mesmo tempo que te vejo andar ao sentido contrário do sentido da passadeira, a vires na minha direcção.
Deste-me um beijo.
E percorremos o resto da passadeira juntos.
" Está tudo aqui.", enquanto me tocavas na cabeça.
As melhores fotografias são aquelas que guardamos connosco.
O papel é papel. Os ficheiros que guardamos no computador ou em cds são apenas para nos recordarmos que estivemos ali ou fizemos isto e aquilo.
O mais importante está sempre dentro de nós e não precisamos de uma fotografia para lembrar.
Começo a acreditar que as fotografias só servem para provar aos outros que estivemos aqui ou que fomos ali.
Nós carregamos connosco um álbum imenso de fotografias, de bons e maus momentos.
Carrego comigo o dia em que fomos para o aeroporto de Bruxelas dormir.
O voo para Lisboa era cedo e disseste que era estúpido pagar para dormir poucas horas e que conseguíamos dormir no aeroporto "na boa".
Fomos.
Depois de andarmos pelos corredores, subirmos escadas ou deixar antes que as escadas nos subissem, chegámos a um corredor enorme com passadeiras automáticas.
Já na chegada tinha achado piada a um anúncio publicitário da Cofely que passava numa das paredes desse corredor.
Enquanto era transportada pela passadeira, ria-me sozinha a olhar para o anúncio, e nisto tu andavas e já ias bem mais à minha frente.
Quando a música do anúncio ficou lá longe e ainda havia passadeira para andar, dou conta que esta música tocava, ao mesmo tempo que te vejo andar ao sentido contrário do sentido da passadeira, a vires na minha direcção.
Deste-me um beijo.
E percorremos o resto da passadeira juntos.
O que tu não sabes é da perfeição que ainda hoje encontro naquele momento e que a vida tão depressa não vai tirar esta memória de dentro de mim.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Sabes que já não vais para novo quando...
... conheces aquela que vai ser a tua estagiária por um mês e quando lhe perguntas a idade ela diz: 15.
E só passada quase uma hora, ao dizeres a um colega a idade da miúda te dás conta que tens o dobro da idade dela e que podia ser tua filha.
E só passada quase uma hora, ao dizeres a um colega a idade da miúda te dás conta que tens o dobro da idade dela e que podia ser tua filha.
Isto e os cabelos brancos que já me nascem aos molhes.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Elogios
Ao ver-me encher a cara de camuflagem, sai-se com um:
" Tu não precisas disso."
Logo pela manhã, faz com que o dia corra melhor.
" Tu não precisas disso."
Logo pela manhã, faz com que o dia corra melhor.
Instacenas #9
Andava todos os dias a lembrar-me que tinha de colocar fotos por aqui e todos os dias me voltava a esquecer, de modos que a coisa é grande :)
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| Incógnito. Aquele sítio <3 |
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| Lisboa vista do Elevador de Santa Justa. Domingos de passeio. |
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| No Aeroporto de Bruxelas estamos quase perto de uma série de coisas. |
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| Pormenores. |
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| @Bruxelas, onde estivemos com o Manu. Lembram-se do Manu, que me ajudou a pintar o vidrão e que foi dar uma volta ao mundo?! |
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| @Bruges |
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| @Bruges |
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| Lisboa e Fernando Pessoa, algures no Bairro Alto. |
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| Provavelmente, a nossa melhor foto juntos <3 |
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| A Maria tem uma gata. Chama-se Becky e é super fotogénica. |
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| Rally tascas pela Mouraria. Uma tarde de sábado simplesmente e s p e t a c u l a r !! |
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| Acho que é a melhor foto que já coloquei no Instagram, tirada por mim. |
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| Domingo + sol = passeio |
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Ide lá ver um filme
Porra.
Estou aqui há meia hora para escrever uma coisa fofa sobre um filme e não tenho jeito nenhum para a coisa.
Resumindo para que o texto não dê barraca
Ide ver isto, se é que ainda não viram.
E não me venham gozar se isto já não está no cinema ou se já é bué velho.
Sei que saiu o ano passado e mais nada.
De resto sei que se não gostarem disto e se não vos deixar a pensar na vida que levam é porque são uma cambada de gente insensível.
Eu de cinema não percebo nada.
Acho que não percebo nada de assunto nenhum.
Mas recomendo-vos o filme e já não é mau.
Que texto fofo, não?
Vou ser uma spoiler e dizer que uma das minhas partes favoritas é quando o outro lhe diz que o imaginava uma pessoa diferente.
Estamos sempre a tempo de mudar.
Se depois de verem perceberem o que quero dizer, vinde aqui fazer um comentáriozito, ok?
segunda-feira, 17 de março de 2014
Coisas que acontecem quando te armas em esperto
" Então, metemos a nota na máquina e depois cancelamos. Ela devolve em moedas." - disse ele.
Sim.
Devolveu em papel.
Metemos 5 euros, devolveu-nos algo no valor de 2 sem dar troco.
Epah, ao menos já temos uma foto juntos "comodeveser".
Podia era ter vindo no dia 14 de Fevereiro mas um mês depois também serve.
Ei-la, bonita que só ela.
Vou colocá-la numa moldura para nunca mais me esquecer que as máquinas automáticas nem sempre são amigas a trocar dinheiro
e do fim de semana que passámos lá no estrangeiro <3
Experiências II
Acho que ele é viciado em me oferecer experiências.
Ainda hoje viemos da Bélgica e já me está a perguntar se quero ir à Holanda.
Bonito.
Ainda hoje viemos da Bélgica e já me está a perguntar se quero ir à Holanda.
Bonito.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Experiências
Sou uma queixinhas.
Passo a vida a queixar-me que ele não me dá prendas, mas faço-o para ele e para os outros em frente a ele.
Ele sabe que eu sou queixinhas, mas também não é por eu me queixar que ele muda.
Um dia queixava-me uma vez mais das prendas que não me dá.
" Eu ofereço-te experiências. Queres melhor?! Queres roupa para um dia ires vender para a feira?"
É isto.
Ele oferece-me experiências.
Desde que o conheci que sou uma pessoa muito mais rica em experiências.
Já fui a lados que, se não o tivesse conhecido, não sei se iria.
Já fiz coisas com ele, que não faria sozinha. Não por necessitar de outro para ir aqui ou ali, pois aqui a Maria é muito independente, mas por ele ser uma pessoa que me quer proporcionar experiências.
Se não fosse ele nunca tinha saído deste país, nem andado de avião antes dos 30.
Levantei voo a primeira vez há quase um ano atrás quando viemos de Barcelona para Lisboa, depois de uma viagem de comboio para Madrid e daqui para Barcelona.
Apesar do mau tempo e da minha rabugice, pela humidade dar cabo do meu cabelo, quando olho para trás e me lembro de ter ido...caramba, valeu tudo a pena e foi espectacular.
Ainda não fez um ano que levantei voo pela primeira vez e amanhã vou levantar voo pela segunda.
Experiências.
É o que ele me oferece.
Aposto que vai ser espectacular, mas ainda não descobri como é que vou enfiar o meu guarda fatos inteiro dentro de um saco pequeno para um fim de semana fora.
E isso está-me a stressar.
Vou aqui.
Descubram vocês onde é.
Passo a vida a queixar-me que ele não me dá prendas, mas faço-o para ele e para os outros em frente a ele.
Ele sabe que eu sou queixinhas, mas também não é por eu me queixar que ele muda.
Um dia queixava-me uma vez mais das prendas que não me dá.
" Eu ofereço-te experiências. Queres melhor?! Queres roupa para um dia ires vender para a feira?"
É isto.
Ele oferece-me experiências.
Desde que o conheci que sou uma pessoa muito mais rica em experiências.
Já fui a lados que, se não o tivesse conhecido, não sei se iria.
Já fiz coisas com ele, que não faria sozinha. Não por necessitar de outro para ir aqui ou ali, pois aqui a Maria é muito independente, mas por ele ser uma pessoa que me quer proporcionar experiências.
Se não fosse ele nunca tinha saído deste país, nem andado de avião antes dos 30.
Levantei voo a primeira vez há quase um ano atrás quando viemos de Barcelona para Lisboa, depois de uma viagem de comboio para Madrid e daqui para Barcelona.
Apesar do mau tempo e da minha rabugice, pela humidade dar cabo do meu cabelo, quando olho para trás e me lembro de ter ido...caramba, valeu tudo a pena e foi espectacular.
Ainda não fez um ano que levantei voo pela primeira vez e amanhã vou levantar voo pela segunda.
Experiências.
É o que ele me oferece.
Aposto que vai ser espectacular, mas ainda não descobri como é que vou enfiar o meu guarda fatos inteiro dentro de um saco pequeno para um fim de semana fora.
E isso está-me a stressar.
Vou aqui.
Descubram vocês onde é.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Instacenas #8
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Quando acho que já nada me surpreende, vem um alentejano e faz isto
Realmente neste mundo já não se inventa nada de novo.
Reinventa-se.
A falta de criatividade nas pessoas é algo que me assusta.
Se nada de novo aparece, parece que vivemos o mesmo dia vezes sem conta.
Não entendo o porquê de alguém copiar algo já inventado por outro.
Não cabe em mim a cópia.
Eu, a copiar, não copio. Adapto.
Mas adapto com estilo.
Se é para copiar, menino ( ou menina), por favor altere-se a composição e faça-se uma coisa bonitinha.
Reinventa-se.
A falta de criatividade nas pessoas é algo que me assusta.
Se nada de novo aparece, parece que vivemos o mesmo dia vezes sem conta.
Não entendo o porquê de alguém copiar algo já inventado por outro.
Não cabe em mim a cópia.
Eu, a copiar, não copio. Adapto.
Mas adapto com estilo.
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| Visto aqui |
Se é para copiar, menino ( ou menina), por favor altere-se a composição e faça-se uma coisa bonitinha.
Estou capaz de levar o meu velhinho de 2 anos até Beja só para sujar por de cima desse sujo que deixaste nessa parede.
E que cor foleira é essa?!
Brilha no escuro?!
Alguma coisa que brilhe nisso tudo que fizeste.
Parabéns.
Sem dúvida que és o (ou a) maior da tua aldeia.
Agora deixa-te lá disso e cria algo teu.
A primeira vez - parte 2
Lembrei-me do post que escrevi no outro dia sobre o babe me ter dado uma chapada e da forma como relatei o acontecimento.
Acho que poderei ter sido mal entendida. Não que alguém se tenha queixado porque provavelmente ninguém lê esta coisa. Ainda assim quero acrescentar algumas coisas.
Como o senhor taxista me disse: " A primeira nunca é a última".
É um facto.
Muitas mulheres pensam que porque levaram uma chapada uma vez que a coisa não se volta a repetir, porque eles pedem desculpa e prometem que não volta mesmo a acontecer.
Passado uns tempos acontece outra vez. Eles voltam a pedir desculpa e a coisa fica bem por mais uns tempos.
A primeira nunca é a última vez. Metam na vossa cabeça.
Só depende de vós saírem de uma má situação.
Nunca pensem que a coisa vai melhorar.
Se um homem bateu uma vez numa mulher provavelmente voltará a bater.
Peçam ajuda.
Não se permitam serem mal tratadas.
No meu caso foi mesmo na brincadeira.
Jamais permitira que alguém me agredisse fosse porque motivo fosse.
E sim, bla bla bla, brincadeira mas pode voltar a acontecer.
Pode.
Mas da próxima já não vai ser levado como brincadeira e a coisa já não vai ter piada.
Acho que poderei ter sido mal entendida. Não que alguém se tenha queixado porque provavelmente ninguém lê esta coisa. Ainda assim quero acrescentar algumas coisas.
Como o senhor taxista me disse: " A primeira nunca é a última".
É um facto.
Muitas mulheres pensam que porque levaram uma chapada uma vez que a coisa não se volta a repetir, porque eles pedem desculpa e prometem que não volta mesmo a acontecer.
Passado uns tempos acontece outra vez. Eles voltam a pedir desculpa e a coisa fica bem por mais uns tempos.
A primeira nunca é a última vez. Metam na vossa cabeça.
Só depende de vós saírem de uma má situação.
Nunca pensem que a coisa vai melhorar.
Se um homem bateu uma vez numa mulher provavelmente voltará a bater.
Peçam ajuda.
Não se permitam serem mal tratadas.
No meu caso foi mesmo na brincadeira.
Jamais permitira que alguém me agredisse fosse porque motivo fosse.
E sim, bla bla bla, brincadeira mas pode voltar a acontecer.
Pode.
Mas da próxima já não vai ser levado como brincadeira e a coisa já não vai ter piada.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
A primeira vez
Víamos televisão.
Sai-me com um:
" Eu gostava de participar na Casa dos Segredos."
Só senti a cara a arder.
Foi a primeira vez que ele me bateu.
No mesmo dia queixei-me a um Taxista, que me advertiu dizendo que a primeira chapada nunca é a última.
Pelo sim, pelo não, já guardei o número de apoio à vítima no meu telemóvel.
Prometo nunca mais falar na Casa dos Segredos e no meu desejo de me ver metida naqueles metros quadrados junto de gente tão gira e inteligente.
Uma gaja não pode ser sonhos na vida que leva logo chapada.
Sai-me com um:
" Eu gostava de participar na Casa dos Segredos."
Só senti a cara a arder.
Foi a primeira vez que ele me bateu.
No mesmo dia queixei-me a um Taxista, que me advertiu dizendo que a primeira chapada nunca é a última.
Pelo sim, pelo não, já guardei o número de apoio à vítima no meu telemóvel.
Prometo nunca mais falar na Casa dos Segredos e no meu desejo de me ver metida naqueles metros quadrados junto de gente tão gira e inteligente.
Uma gaja não pode ser sonhos na vida que leva logo chapada.
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